Mineradores na Bolívia entram em confronto com a polícia – 14/05/2026 – Mundo

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Um grupo de mineradores entrou em confronto com a polícia na Bolívia, nesta quinta-feira (14), durante protesto em La Paz. Os manifestantes exigem a renúncia do presidente Rodrigo Paz.

Ao tentar entrar na praça Murillo, a praça central da cidade, integrantes do grupo arremessaram o que pareciam ser explosivos, segundo uma testemunha da Reuters. A polícia respondeu com bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo.

Os trabalhadores exigem maior acesso a materiais de trabalho, além de revisões nos contratos e a implementação de regulamentações para o setor de mineração. Os mineradores, junto com agricultores e outros grupos alinhados a sindicatos, têm protestado enquanto a crise econômica e de combustíveis do país se agrava devido à escassez de dólares americanos e à queda na produção doméstica de energia, que já ocorriam antes de Paz assumir o cargo.

Alguns manifestantes pediram a renúncia do presidente, apenas seis meses após sua posse. O líder de centro-direita obteve uma vitória eleitoral expressiva no ano passado, prometendo reformas favoráveis ao mercado para tirar o país de sua pior crise econômica em uma geração.

As autoridades afirmaram que negociaram com os manifestantes sobre questões que vão desde subsídios de combustível e benefícios de assistência social até uma lei de reforma agrária revisada que foi revogada na quarta-feira (13) após reações negativas de organizações indígenas e rurais.

Pouco antes dos confrontos nas ruas nesta quinta-feira, uma delegação de cerca de 20 mineradores entrou no palácio presidencial na praça principal para uma reunião com o presidente, que havia convocado vários ministros para conversas de emergência sobre as demandas dos mineradores, segundo uma fonte familiarizada com o assunto.

O ministro da Economia da Bolívia, José Gabriel Espinoza, disse que o governo estava “aberto ao diálogo” ao entrar no palácio presidencial.

Como parte dos protestos, bloqueios de estradas foram montados nos últimos dias, levando à escassez de alimentos, suprimentos médicos e oxigênio para hospitais, segundo a agência Reuters, que testemunhou milhares de caminhões parados nas rodovias.

Autoridades do governo culparam a oposição e o ex-presidente de esquerda Evo Morales por incitar as manifestações.

Evo, que na semana passada teve julgamento suspenso comparecer ao tribunal em um caso de tráfico de menores, apoiou os manifestantes no X, dizendo que “enquanto as demandas estruturais como combustível, alimentos e inflação não forem atendidas, a revolta não será interrompida”.



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