
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, exigiu responsabilização após a morte de um integrante das forças de paz, de nacionalidade indonésia, neste domingo no sul do Líbano.
A Força Interina da ONU no Líbano, Unifil, informou que outro boina-azul ficou gravemente ferido depois da explosão em posição da missão perto de Adchit Al Qusayr. Para a missão, “ninguém jamais deveria perder a vida servindo à causa da paz”.
Nas primeiras horas desta segunda-feira, agências de notícias citaram relatos não confirmados de que um segundo integrante teria sido morto na região em dois dias.
Economias sofrem pressão, os preços dos alimentos sobem e as cadeias de suprimentos oscilam
As baixas ocorrem em meio a confrontos contínuos entre Israel e combatentes do movimento Hezbollah em ambos os lados da Linha Azul, limite que separa Israel e o Líbano.
Nesta segunda-feira, também morreu um profissional de saúde nas operações militares israelenses que se expandem na área, após o ataque a uma ambulância em Bint Jbeil.
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, OMS, Tedros Ghebreyesus, revelou que o ataque a um depósito de suprimentos médicos na cidade elevou para 51 o total de profissionais de saúde libaneses mortos desde 2 de março.
Nove paramédicos perderam a vida somente no domingo, segundo o chefe da OMS. Ele destacou que ataques a instalações de saúde devem parar de imediato.
Em outro evento, a Agência Internacional de Energia Atômica, Aiea, confirmou danos graves que levaram ao fechamento da usina de produção de água pesada em
Força Interina da ONU no Líbano informou que outro boina-azul ficou gravemente ferido
, no Irã.
Autoridades de Teerã relataram que o local foi atacado em 27 de março. A Aiea acompanhou análises independentes, incluindo com base a imagens de satélite. De acordo com a agência, a instalação não contém material nuclear declarado.
Além de causar vítimas em território iraniano, a guerra já matou mais de 2,2 mil civis no Líbano e Israel desde o início há um mês.
Agências informaram que forças houthis, do Iêmen, também realizaram um ataque a Israel no sábado levantando a preocupação de que os grupos aliados a Teerã possam tentar bloquear novamente as rotas de navegação no Mar Vermelho.
Na primeira operação desse tipo confirmada desde o início da guerra no Oriente Médio, as forças houthis afirmaram ter disparado mísseis contra “locais militares israelenses sensíveis” no sul de Israel. As Forças Armadas israelenses informaram ter interceptado um míssil disparado a partir do Iêmen.
O enviado especial da ONU para o Iêmen, Hans Grundberg, afirmou que a escalada tem o potencial de “arrastar o Iêmen para a guerra regional, no que apenas tornaria o conflito no Iêmen mais difícil de resolver, aprofundaria seus efeitos na economia e prolongaria o sofrimento dos civis.”
O Escritório das Nações Unidas para Assistência Humanitária, Ocha, revelou que a atual crise no Oriente Médio está repercutindo além-fronteiras regionais. Mais 17 milhões de pessoas poderão enfrentar fome severa no sul e no leste da África.
Por causa do conflito, as economias sofrem pressão, os preços dos alimentos sobem e as cadeias de suprimentos oscilam.
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