
Na capital do Líbano, Beirute, o secretário-geral encerrou a visita de solidariedade ao povo libanês realçando a ocasião em que comunidades muçulmanas observam o Ramadã ao mesmo tempo em que as comunidades cristãs celebram a Quaresma.
Falando a jornalistas, neste sábado, António Guterres expôs relatos de contactos que acabou ter com habitantes do sul e alertou que a área está na iminência de ser transformada em um deserto.
Para o chefe da ONU, Beirute do Sul, que está sob ordens de evacuação de Israel, corre o risco de ser bombardeada e cair em esquecimento. Guterres indicou que no Vale do Bekaa, no Balbeque e noutras áreas as cenas de destruição e pânico são trágicas de olhar num país que muito tem contribuído para a civilização mundial.
Assinalando que existem vias diplomáticas disponíveis para a solução da crise, Guterres frisou que os libaneses não escolheram a guerra, mas sim foram arrastados para ela. É nesse contexto que ele deixou o recado aos envolvidos.
O líder das Nações Unidas pediu que estes parem com disparos e bombardeios. Para ele, não existe solução militar, mas apenas a diplomacia, o diálogo e a plena implementação da Carta da ONU e das resoluções do Conselho de Segurança.
O secretário-geral mencionou ainda que entre as vias de solução que existem estão a coordenadora especial para o Líbano, Jeanine Hennis-Plasschaert, e o que chamou de Estados-membros-chave nesta situação.
Para Guterres, esse é o caminho para poupar as comunidades de ambos os lados da Linha Azul de mais sofrimento desnecessário.
Guterres pediu aos envolvidos que intensifiquem seu engajamento. Para a comunidade internacional, a proposta é que reforce o Estado libanês, apoie as Forças Armadas para que tenham as capacidades e os recursos de que necessitam.
Outra recomendação ao mundo é que responda generosamente ao apelo urgente de ajuda lançado na sexta-feira para permitir que o Governo do Líbano possa fornecer os recursos necessários para acelerar seu apoio às populações afetadas.
A ONU precisa de US$ 308,3 milhões para apoiar os civis na região, após os contínuos ataques israelenses lançados em resposta aos foguetes do movimento Hezbollah. Cerca de 816 mil libaneses foram obrigados a fugir para outras áreas do país como deslocados, um número que tende a aumentar.
Para o líder da ONU, populações do Líbano, de Israel e em toda a região merecem viver sem medo, precisam “criar seus filhos sem o som de sirenes e ataques e retornar para suas casas sem se perguntar quando deverão fugir novamente”.
António Guterres assegurou a presença da equipe das Nações Unidas no terreno para fazer tudo o que estiver ao alcance para auxiliar ao povo e as instituições libanesas.
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