Nobel da Paz é liberada temporariamente de prisão do Irã – 04/12/2024 – Mundo

Nobel da Paz é liberada temporariamente de prisão do Irã


A ativista de direitos humanos iraniana Narges Mohammadi, laureada com o Prêmio Nobel da Paz em 2023, foi libertada pelo regime teocrático por razões médicas nesta quarta-feira (4), afirmou seu advogado. Ela deve ficar fora da prisão por três semanas.

“Seguindo a opinião do médico forense, a procuradoria de Teerã suspendeu a execução da sentença de Narges Mohammadi durante três semanas, e ela foi liberada da prisão”, anunciou Mostafa Nili na rede social X.

Em agosto, a família de Narges denunciou que a ativista havia sido agredida por agentes penitenciários após protestar contra a execução de Gholamreza Rasaei, condenado pelo assassinato de um oficial da Guarda Revolucionária durante protestos contra o regime em 2022.

Segundo o relato de sua família, negado pelo regime, a ativista teria se envolvido em confrontos depois que outras mulheres presas foram espancadas pelos militares. Ainda de acordo com seus familiares, Narges sofreu insuficiência respiratória e desmaiou no pátio da prisão após levar um soco no peito na região atingida.

Mohammadi é há 30 anos perseguida pelo regime iraniano por seu ativismo, iniciado quando ela ingressou na universidade, e por artigos escritos em favor dos direitos das mulheres no país. A ativista foi presa 13 vezes pelas forças estatais e condenada cinco vezes a um total de 31 anos de prisão e 154 chicotadas.

A prisão mais recente ocorreu em 2021, enquanto ela participava de cerimônia pela memória de uma pessoa morta durante protestos contra o regime islâmico ocorridos em 2019. Ela cumpre pena de dez anos e nove meses de reclusão.

A ativista é vice-chefe do Centro de Defensores dos Direitos Humanos, uma organização não governamental liderada por sua conterrânea Shirin Ebadi, advogada, ex-juíza e também vencedora de um Nobel da Paz.

Mesmo na prisão, Mohammadi mantém sua atuação política, e chegou a encorajar a organização de protestos e condenado a repressão a eles desde a morte de Mahsa Amini, uma curda iraniana de 22 anos, presa por supostamente violar o rígido código iraniano de vestimenta para mulheres.



Fonte CNN BRASIL

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