ONU endossa plano de Trump para Gaza – 17/11/2025 – Mundo

ONU endossa plano de Trump para Gaza - 17/11/2025 -


O Conselho de Segurança da ONU aprovou, nesta segunda-feira (17), uma resolução dos Estados Unidos que endossa o plano de paz do presidente Donald Trump para a Faixa de Gaza e autoriza uma força internacional de estabilização no território palestino.

O texto recebeu 13 votos a favor e nenhum contra. Rússia e China, membros permanentes do órgão que poderiam vetar o documento, optaram pela abstenção. A aprovação é vista como vital para legitimar um órgão de governança transitória em Gaza e tranquilizar países que estão considerando enviar tropas para o território.

A resolução diz que os Estados-membros da ONU podem participar do Conselho de Paz, que deve supervisionar a reconstrução e recuperação econômica de Gaza até o final de 2027, e autoriza a força de estabilização internacional, que garantiria um processo de desmilitarização do território.

O documento também contempla o plano de 20 pontos de Trump que interrompeu a guerra em Gaza no mês passado. A aprovação, portanto, é uma grande vitória diplomática para os EUA —nos últimos dois anos, enquanto o conflito entre Israel e Hamas se intensificava, Washington se isolou nas Nações Unidas devido ao seu firme apoio a Israel, vetando seis resoluções que pediam um cessar-fogo.

Após a votação desta segunda, o embaixador dos EUA nas Nações Unidas, Mike Waltz, agradeceu ao Conselho por “se unir na definição de um novo rumo para israelenses, palestinos e todos os povos da região”.

Embora tenha sido vago em questões espinhosas sobre o futuro da região, a proposta do republicano encerrou o conflito de dois anos que devastou o território palestino e libertou todos os reféns vivos que estavam em poder do Hamas.

Washington vinha pressionando os membros do órgão das Nações Unidas a aprovar o texto sob a justificativa de que a recusa poderia fazer o frágil cessar-fogo entre Israel e o grupo terrorista ruir. Para ser aprovada, a resolução precisava que 9 dos 15 membros do conselho votassem a favor e que não houvesse vetos dos membros permanentes: China, EUA, França, Reino Unido e Rússia.

A aprovação era considerada incerta até a semana passada. Naquele momento, a resolução era vista como uma forma de marginalizar a Autoridade Palestina, que representa o território em órgãos internacionais, uma vez que não lhe conferia qualquer papel em Gaza.

A Rússia chegou a elaborar sua própria resolução de 10 pontos sobre Gaza, que pedia explicitamente a criação de um Estado palestino e afirmava que a Cisjordânia ocupada por Israel e Gaza deveriam ser unidas em um único Estado sob a Autoridade Palestina.

Na última sexta-feira (14), porém, a Autoridade Palestina divulgou uma declaração apoiando a resolução, o que reforçou suas chances de aprovação.

A resolução é polêmica em Israel, já que menciona a possibilidade de um Estado para os palestinos no futuro. O último rascunho diz que se a Autoridade Palestina, que governa parcialmente a Cisjordânia, passar por reformas e a reconstrução de Gaza avançar, as condições “poderão finalmente estar reunidas para um caminho crível rumo à autodeterminação e à formação de um Estado palestino”.

“Os EUA estabelecerão um diálogo entre Israel e os palestinos para concordar sobre um horizonte político para coexistência pacífica e próspera”, diz o texto.

No domingo (16), porém o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu disse que Israel continua se opondo a um Estado palestino e prometeu desmilitarizar Gaza “pelo caminho fácil ou pelo difícil”.

O premiê sofre pressão de extremistas que compõem o seu governo, como o ministro de Segurança Interna, Itamar Ben-Gvir. Nesta segunda ele pediu a detenção do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, se o Conselho de Segurança da ONU reconhecesse um Estado palestino.

“Se acelerarem o reconhecimento deste Estado inventado, se a ONU o reconhecer, você [Netanyahu] deve ordenar os assassinatos de altos responsáveis da Autoridade Palestina, que são terroristas de todos os pontos de vista, [e] ordenar a detenção” de Abbas, afirmou Ben-Gvir a jornalistas.

O Hamas, que condiciona seu desarmamento a um Estado para os palestinos, também é contrário à resolução. Nesta segunda, o grupo terrorista criticou a aprovação do documento, afirmando que o texto não atende às demandas dos palestinos e busca impor uma tutela internacional sobre o território.

“Atribuir à força internacional tarefas e papéis dentro da Faixa de Gaza, incluindo o desarmamento da resistência, retira sua neutralidade e a transforma em parte do conflito a favor da ocupação”, afirmou a facção.

Com Reuters, AFP e The New York Times



Fonte CNN BRASIL

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