Cinquenta membros da Marinha dos Estados Unidos e das forças de segurança panamenhas iniciarão, nesta segunda-feira (12), um treinamento que se estenderá até fevereiro, com o objetivo de proteger o canal interoceânico, conforme anunciado oficialmente neste domingo (11).
Este é o primeiro de vários exercícios conjuntos planejados para 2026 entre os dois países. Três simulações de segurança foram realizadas em 2025.
O exercício envolverá 61 unidades especializadas do Serviço Aéreo e Naval Nacional, da Polícia Nacional e do Serviço Nacional de Fronteiras, juntamente com 50 fuzileiros navais dos EUA.
O programa de treinamento conjunto visa “aprimorar” o preparo profissional e “a capacidade de resposta em cenários operacionais”, conforme indicado no comunicado.
Em 2 de janeiro, o presidente panamenho, José Raúl Mulino, declarou o fim da crise com os Estados Unidos, após Donald Trump ameaçar, no ano passado, retomar o controle do canal por estar supostamente controlado pela China.
Se concretizada, seria a primeira intervenção dos Estados Unidos no Panamá sob argumento de segurança nacional. Em 1989, tropas americanas invadiram o país e derrubaram o então ditador Manuel Noriega, acusado de narcotráfico.
O canal chegou a receber navios de guerra americanos em 2025, em meio à ação militar dos Estados Unidos no mar do Caribe contra supostos narcotraficantes vindos da Venezuela, que culminou na captura do ditador Nicolás Maduro.




