O papa Leão 14, que tem defendido com veemência os direitos dos prisioneiros, visitou uma das maiores prisões da Espanha nesta quarta-feira (10) e pediu aos detentos que se redimam de seus crimes e se comprometam a viver vidas melhores.
Falando aos presos em uma penitenciária nos arredores de Barcelona, na primeira visita de um papa a uma prisão espanhola, Leão disse que o passado de uma pessoa “não condena o futuro, mas oferece a possibilidade de mudar nossas decisões e escolhas”.
Leão, o primeiro papa norte-americano, está em viagem de uma semana pela Espanha, na qual alertou que conflitos crescentes empurraram o mundo para uma crise profunda e pediu melhor tratamento aos imigrantes.
O ponto alto da visita a Barcelona, a segunda de três paradas da viagem, acontecerá ainda nesta quarta, quando ele vai inaugur a mais nova torre da Sagrada Família, a basílica modernista projetada por Antoni Gaudí que se tornou a igreja mais alta do mundo.
A penitenciária Brians 1, construída em 1991 a cerca de 40 km de Barcelona, atualmente abriga cerca de 1.000 detentos.
“É uma oportunidade única na vida. Não consegui pregar o olho”, disse Montse Benavente, uma detenta que deu um testemunho diante do papa sobre como lutou com sua fé e o mal que causou à sua família com suas ações.
Leão visitou uma prisão pela última vez em abril, quando enfrentou uma forte tempestade na Guiné Equatorial durante uma viagem por quatro países africanos e ouviu os presos clamarem por liberdade.
Seu antecessor, o papa Francisco, também defendia os direitos dos prisioneiros e visitou uma unidade prisional em Roma apenas quatro dias antes de sua morte, enquanto se recuperava de uma pneumonia dupla.
Um dos prisioneiros da unidade de Barcelona disse ao El Mundo que estava muito grato pela visita de Leão. “Ninguém se lembra de nós”, disse. “É muito fácil esquecer alguém que está na prisão.”




