
Em visita oficial à ilha de Lampedusa, na Itália, o Papa Leão XIV defendeu a urgência de uma proteção global para migrantes e refugiados.
A declaração recebeu o apoio de agências humanitárias, como a Organização Internacional para Migrações, OIM, que classificou o momento como uma reafirmação de humanidade.
De acordo com o projeto Migrantes Desaparecidos da OIM, mais de 26 mil pessoas morreram ou desapareceram no Mediterrâneo Central desde 2014.
Somente nos primeiros seis meses deste ano, pelo menos 865 pessoas perderam a vida na travessia, considerada uma das mais letais do mundo.
A diretora geral da OIM, Amy Pope, destacou a presença do papa como um lembrete ao mundo que, por trás de cada estatística migratória, existe uma vida humana.
A passagem pela ilha incluiu uma visita ao porto Molo Favaloro, principal ponto de desembarque dos migrantes que chegam à Itália por via marítima.
Ali, o líder da Igreja Católica Romana abençoou uma placa em homenagem ao antecessor, o Papa Francisco, cuja viagem ao local em 2013 alertou a comunidade internacional para o perigo mortal de algumas travessias marítimas.
No mês passado, o papa visitou o Programa Mundial de Alimentos, WFP, em Roma e enfatizou que o acesso à alimentação adequada constitui um “direito humano fundamental”.
O novo posicionamento reflete as diretrizes do pontífice sobre combate ao tráfico humano.
A OIM está na linha de frente em Lampedusa, presente desde 2006 em cooperação com as autoridades italianas e parceiros locais.
A agência renovou o apelo por cooperação internacional, pelo combate efetivo às redes de contrabando de pessoas e por maiores investimentos em vias de migração seguras.
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