O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que o país está próximo de encerrar a guerra no Irã, mas ressaltou que não há “um calendário definido” e que não pretende estabelecer uma data para o fim, embora sustente que ele “está próximo”.
A declaração contrasta com falas anteriores do presidente Donald Trump sobre a duração da guerra —no início, seriam algumas semanas, mas a duração tem variado ao longo dos ataques. Nos últimos dias, por exemplo, o presidente afirmou que os EUA não estaria pronto para encerrar o conflito, mas que isso acontecerá em um futuro próximo.
Em entrevista a jornalistas na manhã desta quinta-feira (19), Hegseth criticou a imprensa e tentou afastar a percepção de que o conflito se transformará em mais uma “guerra sem fim”. Ele também fez críticas às intervenções militares conduzidas durante os governos dos ex-presidentes George W. Bush e Barack Obama, afirmando que “Trump sabe mais”.
“A imprensa precisa falar a verdade. Nós estamos vencendo”, disse. Ele também reiterou que os objetivos dos ataques permanecem inalterados desde o início: destruir mísseis em bases iranianas e assegurar que o Irã nunca desenvolva uma arma nuclear.
Em meio ao conflito, que já dura 19 dias e deixou 13 militares americanos mortos, Hegseth fez um apelo de tom religioso, pedindo que os americanos rezem pelas tropas “de joelhos” e “em nome de Jesus Cristo”.
Ele afirmou ainda que países de todo o mundo, incluindo “aliados ingratos” na Europa —que não concordaram em ajudar Trump— deveriam agradecer o presidente pelos ataques no Irã.
O secretário afirmou ainda ter se encontrado com familiares dos militares mortos. Segundo ele, os parentes pediram que os Estados Unidos “terminem isso” e defenderam que o sacrifício dos soldados seja honrado, com a continuidade das operações até a conclusão da missão.




