O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (2) que a guerra no Irã foi planejada para durar entre quatro e cinco semanas, mas que o país tem capacidade para “ir muito além disso”. Integrantes do alto escalão da Casa Branca devem apresentar nesta terça-feira (3) ao Congresso –que não foi consultado sobre o conflito– os argumentos de Trump para a guerra.
Nesta segunda, novos bombardeios atingiram o Irã, elevando as mortes no país para mais de 550, segundo o Crescente Vermelho; ao menos 130 cidades foram alvo dos ataques. O grupo libanês Hezbollah, financiado por Teerã, lançou foguetes e drones contra o norte de Israel, que reagiu com bombardeios em todo o território libanês, deixando mais de 50 mortos.
A entrada do Hezbollah e os ataques ao Líbano ampliaram a abrangência do conflito, que já envolvia países do Golfo aliados da Casa Branca. Nesta segunda, o Qatar, que sedia a maior base dos Estados Unidos na região mas também mantém relação boa com Teerã, ameaçou entrar na guerra. Ataques iranianos atingiram países como Kuwait, Arábia Saudita e Chipre –ilha mediterrânea próxima à Europa.
O Café da Manhã desta terça discute o crescimento e o agravamento da guerra no Oriente Médio. O professor de relações internacionais da PUC Minas Danny Zahreddine trata de grupos e países que entraram no conflito e analisa que proporção ele pode tomar.
O programa de áudio é publicado no Spotify, serviço de streaming parceiro da Folha na iniciativa e que é especializado em música, podcast e vídeo. É possível ouvir o episódio clicando acima. Para acessar no aplicativo, basta se cadastrar gratuitamente.
O Café da Manhã é publicado de segunda a sexta-feira, sempre no começo do dia. O episódio é apresentado pelas jornalistas Gabriela Mayer e Magê Flores, com roteiro de Daniel Castro e produção de Gustavo Luiz, Laura Lewer e Lucas Monteiro. A edição de som é de Raphael Concli.




