Pouco mais de um ano depois da queda do ditador Bashar al-Assad, uma nova Síria tem sido formada. Mas, apesar das promessas de unificação e respeito a minorias étnicas e religiosas que o líder Ahmed al-Sharaa fez ao assumir o poder, o governo central tem patrocinado conflitos violentos.
Ofensivas foram registradas contra os alauítas e os drusos, e nas últimas semanas um novo cerco foi montado sobre os curdos —que tinham no norte da Síria uma região autônoma, com uma sociedade feminista e laica. Na última semana, um acordo que estabeleceu um cessar-fogo deve, na prática, encerrar a autonomia curda.
Representantes da minoria se dizem traídos pelos Estados Unidos de Donald Trump. A Casa Branca afirma que as razões para a parceria com os curdos expiraram e que se preocupa com combatentes do Estado Islâmico agora sob custódia das forças de Al-Sharaa. O líder, ex-integrante da Al Qaeda e chefe de uma milícia antes considerada terrorista por muitos países, já foi recebido por Trump e líderes europeus.
O Café da Manhã desta quinta-feira (5) fala com a repórter da Folha Patrícia Campos Mello, que passou os últimos dias no front na Síria. Ela testemunhou violações da trégua e conta o que encontrou, explica por que o país está em uma guerra de novo e discute o papel de diferentes grupos no agravamento das tensões.
O programa de áudio é publicado no Spotify, serviço de streaming parceiro da Folha na iniciativa e que é especializado em música, podcast e vídeo. É possível ouvir o episódio clicando acima. Para acessar no aplicativo, basta se cadastrar gratuitamente.
O Café da Manhã é publicado de segunda a sexta-feira, sempre no começo do dia. O episódio é apresentado pelos jornalistas Gabriela Mayer e Gustavo Simon, com produção de Gustavo Luiz e Lucas Monteiro. A edição de som é de Thomé Granemann.




