Preço dos alimentos sobe em outubro e atinge maior alta em um ano, diz FAO

Preço dos alimentos sobe em outubro e atinge maior alta



Outubro registrou um aumento de 2% no preço dos alimentos no mundo, se comparado ao que os consumidores pagavam em setembro. É a maior alta em um ano puxada pelo valor do óleo vegetal que ficou 7,3% mais caro. 

Os dados são da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, FAO, em seu relatório mensal baseado no Índice do Preço dos Alimentos. O aumento global é de 5,5% se comparado ao que era pago em setembro de 2023.

Cereais, açúcar e seca no Brasil

A alta do óleo vegetal, a maior em dois anos, se deve ao aumento das cotações dos óleos de palma, soja, girassol e colza, impulsionado principalmente por preocupações com a produção.

Já pelo índice de cereais a alta foi menos acentuada com 0,9% puxada pelos preços das exportações do trigo e do milho. Condições ruins de temperatura no Hemisfério Norte, tensões no Mar Negro e novas regras na Rússia também influenciaram o aumento.

A seca no Brasil que levou a uma queda nos níveis dos rios impactou o preço global do milho também por causa da dificuldade no transporte do cereal.

Queda acentuada no preço do arroz após mudanças na Índia

A boa notícia foi a queda de 5,6% no preço global do arroz, no mês passado. O resultado se deve às expectativas de competição entre os exportadores após a Índia ter removido restrições no comércio.

Quem comprou açúcar, em outubro, pagou 2,6% a mais do que em setembro devido a preocupações com o panorama da produção de 2024/2025 no Brasil, por causa das condições secas registradas no país. Para os derivados do leite, o aumento foi de 1,9% alavancado pela subida do preço do queijo e da manteiga. Já o leite em pó caiu.

Carne suína mais barata por causa de mais abates na Europa Ocidental

O índice da FAO para o preço da carne revela uma queda de 0,3% em outubro se comparada ao mês anterior. A razão é a redução no valor da carne suína após a Europa Ocidental aumentar a quantidade de abates frente a uma demanda doméstica e internacional baixa.

As aves também estão mais baratas, já o preço da carne ovina ficou estável. Houve um aumento moderado da carne bovina devido a compras internacionais mais fortes.

A perspectiva para o próximo ano é de aumento na produção do arroz e do trigo, e de uma queda na produção de milho. A utilização dos cereais deve crescer 0,5% para 2.857 milhões de toneladas em 2024-2025.

Faixa de Gaza e Haiti na lista de insegurança alimentar

Ainda nesta sexta-feira, a FAO informou que 45 países estão precisando de assistência alimentar por causa de emergências agudas.

A África lidera a lista com 33 países, seguida da América Latina e do Caribe e da Europa. Os conflitos são a maior causa da insegurança alimentar na Faixa de Gaza, no Haiti, no Mali e no Sudão.



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