Prefeito acusa Trump de mentir sobre morte em Minneapolis – 09/01/2026 – Mundo

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Em 1º de agosto de 2007, a ponte Interstate 35W, que atravessa o rio Mississippi em Minneapolis, desabou na água durante o horário de pico. 13 pessoas morreram, e várias outras ficaram feridas.

Imediatamente após o incidente, o presidente, um republicano, apareceu em uma cidade cheia de democratas, pronto para ajudar.

Os líderes de Minneapolis eram críticos ferrenhos das políticas do presidente George W. Bush na época. Mas, quando a crise aconteceu, isso não importou. Fomos parceiros no que mais importava: salvar vidas, estabilizar nossa comunidade e reconstruir a infraestrutura. As cidades podiam contar com o governo federal em momentos de crise. A política parava, literalmente, na beira da água.

Cidades governadas pelo Partido Democrata há décadas, como Minneapolis, costumavam contar com parcerias de boa fé com o governo federal, tanto em governos republicanos quanto democratas. Sob o governo Biden, nossos policiais trabalharam com agentes federais e o secretário de Justiça nos visitou para reduzir as taxas de tiroteios na cidade. O esforço não foi político —foi prático, e continua a manter as pessoas seguras

Mas tais parcerias, tanto em crises quanto na governança cotidiana, não são a experiência dos prefeitos democratas de grandes cidades sob o governo Trump. Eu aprendi isso da maneira mais difícil em 2020, durante os protestos que seguiram o assassinato de George Floyd por um policial de Minneapolis. Nunca esquecerei o choque que senti quando o presidente Trump não apenas incentivou a violência durante as manifestações como também negou verba federal para apoiar o estado na crise.

Na quarta-feira (7), quando soube que uma moradora de Minneapolis havia sido baleada e morta por um agente da ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA), não senti o mesmo choque em meu estômago que senti há mais de cinco anos. O que aconteceu não foi nada surpreendente.

O caos que o ICE e o governo Trump trouxeram a Minneapolis tornou essa tragédia tristemente previsível. Em meados de dezembro, agentes do ICE foram filmados arrastando uma mulher grávida pela rua. Agentes fortemente armados têm sido enviados para prender indivíduos sozinhos em bibliotecas públicas e shoppings. Mesmo após o tiroteio desta semana, agentes do ICE continuaram a espalhar o caos, aparentemente utilizando gás lacrimogêneo em uma escola pública local.

As ações dos agentes do ICE enviados à minha cidade são perigosas e agora, fatais. Mas esse perigo foi amplificado pela afirmação do governo de que a vítima cometeu um ato de terrorismo doméstico. A secretária do Departamento de Segurança Interna, Kristi Noem, insistiu em dizer, sem fundamentos, que o tiroteio foi um ato de legítima defesa. Trump falsamente disse que a vítima, Renee Nicole Good, “comportou-se horrivelmente” e “o atropelou”, referindo-se ao agente do ICE. Eu assisti a uma série de vídeos, de vários ângulos diferentes —parece claro que ela, mãe de três filhos, estava tentando deixar o local, não atacar um agente.

A narrativa falsa do governo Trump sobre o tiroteio desta semana, e a demonização da vítima, são apenas parte de uma mentira maior. Eles querem que o público americano acredite que a repressão militarizada do ICE em todo o país é um esforço para manter cidades como Minneapolis seguras. Não é. Trata-se de vilificar não apenas os imigrantes como todos aqueles que os acolhem e suas contribuições para nossas comunidades.

Ao defender a mentira sobre esse tiroteio claramente evitável em Minneapolis e se recusar a permitir que as autoridades de Minnesota investiguem o crime, o governo está enviando uma mensagem para o país todo: se você apoiar seus vizinhos imigrantes, ou até mesmo estiver simplesmente presente quando esses vizinhos forem detidos, seus direitos não serão protegidos pela lei e sua vida estará em risco.

Sob o governo Trump, tanto o primeiro quanto o segundo, o país aprendeu, observando Minneapolis, que o governo federal não tem respeito pelas cidades nem pelas pessoas que nelas vivem. Quando combinado com o desprezo aberto dessa administração pelas normas democráticas —de fato, pela nossa Constituição— isso representa uma ameaça para a resistência a longo prazo da nossa República.

Espero que mais prefeitos não encontrem suas cidades na mira desse governo. Mas, para aqueles que encontrarem, aqui está o meu conselho: a melhor coisa que você pode fazer é construir cidades que funcionem e amar essas ruas e cidadãos acima de qualquer ideologia.

Ao reduzir o crime violento, Minneapolis foi capaz de combater com sucesso aqueles que tentaram retratar nossa cidade como um inferno pós-apocalíptico. Ao construir moradias e focar no custo de vida, tornamos nossa cidade um lugar em que imigrantes, recém-chegados e nativos podem chamar de lar. Ao apoiar pequenos negócios de imigrantes, nossa cidade se tornou a prova viva de que eles tornam nossa cidade e nossa nação mais fortes.

As cidades estão na linha de frente deste momento sombrio na nossa política nacional. Mas, quando superarmos este momento —e superaremos—, será nossa responsabilidade iluminar o caminho à frente. A melhor maneira de convencer o país de que acolher e apoiar os imigrantes é bom para suas comunidades é provando isso em nossas próprias cidades.



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