
(FOLHAPRESS) – O menino Anderson Kauã Barbosa Reis, de oito anos, primo das crianças desaparecidas há 23 dias em uma área de mata no interior de Bacabal, a cerca de 240 km de São Luís (MA), voltou para casa neste domingo (25).
Anderson estava com os irmãos Ágatha Isabelly Reis Lago, 6, e Allan Michael Reis Lago, 4, quando os três desapareceram na tarde do dia 4 de janeiro depois de saírem para brincar. O menino foi encontrado três dias depois por carroceiros em um ponto da região, e as duas crianças ainda não foram localizadas.
Anderson passou por acompanhamento físico e psicológico no hospital e recebeu alta médica no dia 20, após 13 dias de internação, mas permanecia sob cuidados.
O menino estava debilitado e, segundo o prefeito de Bacabal, Roberto Costa (MDB), chegou a perder 10 kg. Depois de sair do hospital, Anderson passou a ajudar nas buscas.
Logo após a alta, equipes de secretarias municipais se reuniram com líderes comunitários e o conselho tutelar para tratar do acolhimento de Anderson.
A prefeitura também anunciou a implementação de um projeto esportivo na comunidade de São Sebastião dos Pretos voltado a crianças e adolescentes, com aulas de futebol e judô e previsão de oferecer balé e capoeira em breve.
Nenhum vestígio dos primos de Anderson foi identificado até o momento. O indício mais próximo foi encontrado por cães farejadores em uma casa abandonada no meio do matagal. De acordo com informações repassadas por Anderson, os três procuraram abrigo no local, e ele saiu dali para buscar ajuda.
Na quinta-feira (22), o secretário de Segurança Pública, Maurício Ribeiro Martins, afirmou que a operação passaria a se concentrar na parte investigativa e policial.
As equipes de busca, que no pico da operação chegaram a reunir cerca de 600 pessoas, realizaram varreduras nas áreas em duas ocasiões seguidas, com uso de aeronaves, drones e equipes de incursão terrestre, sem sucesso.
Participaram das buscas policiais militares e civis, bombeiros, membros do Cosar (Comando de Operações e Sobrevivência em Área Rural da PM) e do CTA (Centro Tático Aéreo), Defesa Civil, Exército e voluntários.
Grupos de mergulhadores e profissionais da Marinha fizeram inspeções em um trecho de 19 km do rio Mearim, que corta a área próxima de onde as crianças brincavam e onde Anderson foi encontrado. Foi utilizado, inclusive, um equipamento de sonar para identificar a presença de anomalias sob a água, mas nada foi localizado.
A Polícia Civil do Maranhão chegou a apurar uma denúncia de que os irmãos teriam sido vistos em um local no centro da cidade de São Paulo. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, a informação foi avaliada em parceria pelas polícias civis dos dois estados.
Na segunda-feira (26), a Polícia Civil paulista informou que esteve no endereço onde as crianças supostamente estariam e constatou que não se tratava de Ágatha e Allan.
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