O atacante da seleção brasileira e do Real Madrid Vinicius Junior chorou nesta segunda-feira (25) ao falar sobre os constantes episódios de racismo que têm enfrentado ao longo dos últimos anos na Espanha por torcedores de equipes adversárias.
“Cada vez estou mais triste, tenho menos vontade de jogar, mas vou seguir lutando”, afirmou o jogador revelado pelo Flamengo em conversa com jornalistas antes de partida amistosa contra a Espanha, nesta terça-feira (26), na qual falou muito mais sobre o combate ao racismo do que sobre futebol propriamente.
Com o lema “Uma só pele”, o jogo entre as duas seleções, no Santiago Bernabéu, casa do Real Madrid, faz parte dos esforços da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e da Federação Espanhola de Futebol de promover ações de combate ao racismo e a violência no futebol.
Atuando desde 2018 pelo Real Madrid, o brasileiro tem sido obrigado a conviver com frequentes ofensas racistas —desde comentários preconceituosos em programas esportivos até os gritos de ‘macaco’ proferidos por torcidas adversárias, passando pela simulação de enforcamento de um boneco com a camisa do craque.
Vinicius Junior disse que está frustrado com a falta de punições na Espanha contra os torcedores racistas e que, se fosse apenas por si, teria desistido de seguir lutando pela causa da igualdade racial. “Se a gente começar a punir todas essas pessoas que cometem crime, nós vamos começar a evoluir e tudo vai ficar melhor para todo mundo.”
Segundo ele, a cada denúncia que faz contra os casos de racismo que sofre durante as partidas, seja pelo Campeonato Espanhol, seja pela Liga dos Campeões da Europa, parecer haver um aumento nas manifestações preconceituosas.
“Quero lutar por todos aqueles que são pretos, pobres e não podem entrar no mercado e fazer tudo o que querem de forma tranquila porque sempre vai ter alguém julgando, acompanhando. [São situações] que já se passaram muitas vezes comigo, com minha família”.
O jogador disse que vem estudando para conhecer mais a respeito do racismo, de modo a poder falar com ainda maior propriedade do tema. “Fui escolhido para defender uma causa tão importante. A cada dia eu estudo mais sobre e venho aprendendo para que meu irmão que tem 5 anos não venha passar tudo que eu estou passando.”
Ele afirmou que seu pai, Vinicius José Paixão de Oliveira, sempre teve dificuldade para conseguir trabalho por ser negro. Na escolha entre um candidato branco e um negro, sempre escolhem o branco, disse o atacante do Real Madrid, que agradeceu os companheiros de equipe e o clube pelo apoio que tem recebido deles nos últimos anos.
Vinicius Junior também cobrou a mídia esportiva espanhola sobre a ostensiva cobertura em relação a suas atitudes dentro das quatro linhas, classificada por parte das publicações do país europeu como provocativas. “Claro que eu tenho que evoluir, tenho que melhorar, mas eu tenho apenas 23 anos, é um processo natural porque saí muito novo do Brasil e não pude aprender tantas coisas”, afirmou o jogador, vendido pelo rubro-negro ao clube de Madri em 2017, quando tinha apenas 17 anos.
Vinicius Junior também cobrou a mídia esportiva espanhola sobre a ostensiva cobertura em relação a suas atitudes dentro das quatro linhas, classificada por parte das publicações do país europeu como provocativas. “Claro que eu tenho que evoluir, tenho que melhorar, mas eu tenho apenas 23 anos, é um processo natural porque saí muito novo do Brasil e não pude aprender tantas coisas”, afirmou o jogador, vendido pelo rubro-negro ao clube de Madri em 2017, quando tinha apenas 17 anos.




