
ANA CLARA COTTECCO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Durante uma discussão nesta quarta-feira (25) no BBB 26 (Globo), Solange Couto afirmou que Samira Sagr era “infeliz”, e que isso seria porque ela nasceu de “trepada mal dada”. “Sarro de trem”, completou. A fala provocou indignação entre internautas.
Tudo começou quando Samira foi até a área externa da casa onde o programa é gravado para avisar a Solange e a Babu Santana que o almoço estava pronto e convidá-los para comer. O convite foi recusado e, na sequência, a atriz fez o comentário sobre a colega.
“Eu nasci do prazer, não nasci de estupro, não! Vai pra porra! Pessoa quando é infeliz assim deve ter nascido de trepada mal dada, sarro de trem!”, afirmou a atriz.
Em nota publicada no perfil oficial de Samira, a declaração de Solange foi repudiada. “É lamentável assistirmos a comentários que associam a origem de uma pessoa a um julgamento moral ou de caráter”, diz o texto. “Nosso papel, como equipe da Samira, é reforçar que essa informação não é verídica.”
“Esse tipo de fala fere não apenas quem foi diretamente citada, mas também milhares de pessoas que carregam histórias marcadas por violência e que, ainda assim, constroem suas trajetórias com dignidade e coragem.”
A equipe da gaúcha mencionou ainda dados sobre violência sexual no Brasil e ressaltou a gravidade de banalizar esses crimes. “Diante desse cenário, reduzir ou estigmatizar alguém a partir de uma narrativa de violência é reforçar preconceitos e perpetuar dores.”
Já a equipe de Solange divulgou nota assinada pelo advogado Silva Junior contestando a interpretação que causou revolta. Segundo o comunicado, ao dizer “eu nasci do prazer, não nasci do estupro”, a atriz fazia referência “exclusivamente à própria origem”.
O texto sustenta ainda que, ao afirmar que “pessoa quando é infeliz assim deve ter nascido de trepada mal dada”, a atriz utilizou uma expressão grosseira para qualificar a colega como infeliz, mas sem vincular a palavra “estupro” à concepção de Samira.
“Vale ressaltar que, embora Solange tenha arriscado uma teoria questionável, esta jamais vinculou a palavra ‘estupro’ à concepção de Samira, mas tão somente à sua própria, impondo a todos a obrigação de interpretação de suas falas nos limites de suas palavras, não sendo correta nenhuma tentativa de reinterpretar seu discurso de forma a atribuir-lhe acusações que não foram feitas.”
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