Teerã trava com fuga de moradores e congestionamentos – 17/06/2025 – Mundo

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Israel emitiu com pouca antecedência sua ordem para que habitantes do chamado distrito 3, a área do centro de Teerã que abriga estúdios de televisão estatal e outros edifícios governamentais, deixassem o local.

Segundos após o Exército israelense publicar seu alerta aos civis, muitos moradores receberam uma enxurrada de ligações de entes queridos verificando se sabiam da notícia.

“Vamos desligar o gás e a água antes de sair”, gritou uma mulher enquanto corria, mala na mão, descendo as escadas de seu prédio. “Rápido, mãe, não temos tempo”, outra insistia com sua mãe idosa.

Uma hora depois, caças foram vistos sobre os subúrbios de Teerã; em minutos, a emissora estatal iraniana foi atingida.

Após quatro dias de bombardeios, muitos dos 10 milhões de habitantes de Teerã já tentavam fugir da capital. As principais estradas para fora da cidade ficaram paralisadas. Filas para abastecer se estendiam por quilômetros. A bolsa de valores e o histórico Grande Bazar haviam fechado.

Mina tentou escapar para a casa de sua filha a leste de Teerã, mas teve que retornar após cerca de sete horas presa no congestionamento. Hassan, um motorista tentando transportar alguém para um local seguro fora da cidade, disse que levou quase duas horas “para percorrer uma via que normalmente leva cinco minutos”.

As autoridades têm instado as pessoas a permanecerem onde estão. Elas reduziram a velocidade da internet para controlar o fluxo de informações, incentivando as pessoas a seguirem os canais oficiais de notícias e ignorarem mensagens e ordens de retirada, que disseram fazer parte da “guerra psicológica” do inimigo.

Os ataques já mataram mais de 200 pessoas e feriram outras centenas, segundo o Ministério da Saúde, e fotos de vítimas civis circulam amplamente nas redes sociais. Muitos fugiram para estações de metrô usadas como abrigos improvisados contra bombas.

Trabalhadores de bancos, hospitais, delegacias de polícia e instalações militares receberam ordens diretas para permanecerem na cidade.

“Estamos presos aqui”, disse Farhad, um taxista cuja esposa, funcionária de um banco, foi orientada a ficar em alerta máximo para possíveis ataques cibernéticos.

As prateleiras de alimentos estão bem abastecidas, mas a escassez de gasolina e diesel é uma grande preocupação. As autoridades estão restringindo o combustível a um máximo de 30 litros para cada veículo. Autoridades dizem que o fornecimento não foi cortado e insistem que não será no futuro.

Vários bairros da cidade perderam o abastecimento de água no domingo (15) depois que um ataque israelense atingiu um importante aqueduto, inundando uma via principal e matando dois civis.

Até mesmo funcionários do governo criticaram o bloqueio de informações, que deixou em pânico pessoas incapazes de contatar suas famílias ou encontrar rotas para sair da capital. O vice-ministro das comunicações, Ehsan Chitsaz, disse no X que gostaria que o acesso à internet não tivesse sido restringido, mas pareceu sugerir que isso se devia aos serviços de segurança. “Não cabe ao ministério”, disse ele.

Apesar da ordem imperar em muitas vias, alguns moradores de Teerã pedem o envio de tropas —alertas do governo sobre colaboradores de Israel alimentam a paranoia.

“Me assusta que não haja uma forte presença policial na cidade”, disse um morador. “Neste momento, deveria haver postos de controle em toda Teerã para nos sentirmos seguros.”

Muitos moradores não têm ideia de como responder aos ataques. Teerã foi alvo durante a guerra Irã-Iraque nos anos 1980, mas desde então se transformou em uma megacidade moderna com arranha-céus, shopping centers e uma cultura gastronômica vibrante —não uma cidade acostumada a sirenes e abrigos.

Para crianças e jovens adultos como a filha de Maryam, 26, a realidade da guerra é nova e difícil de compreender. “Ela simplesmente não consegue entender o conceito de guerra e está muito assustada”, disse Maryam.



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