Um terremoto de magnitude 5,1 atingiu uma região andina do Peru neste sábado (18) e deixou cinco pessoas mortas e 21 feridas, informou no domingo o Instituto Nacional de Defesa Civil do país.
“O que temos até agora são cinco mortos e 21 feridos, números que já foram validados [confirmados] pelo Ministério da Saúde”, disse o chefe do instituto, general Luis Vásquez, a uma rádio local.
O evento sísmico ocorreu às 21h24, horário local, a uma profundidade de 24 quilômetros, com epicentro localizado no distrito de Chongos Bajo — cerca de 300 km a leste de Lima, na região de Junín —, segundo o Instituto Geofísico do Peru.
Devido à localização remota, os relatos iniciais não mencionavam vítimas fatais.
“O terremoto destruiu nossa casa. Há muitas casas de adobe aqui que desabaram”, disse um morador de Chongos Bajo ao canal de televisão Canal N.
Vásquez explicou que a baixa profundidade do terremoto, combinada com a presença de casas construídas em adobe e quincha (técnica de pau-a-pique), contribuiu para danos severos em várias localidades.
“Temos 48 casas destruídas e 300 pessoas afetadas que também receberam assistência do governo regional, o qual forneceu barracas e cobertores”, afirmou a autoridade.
O Peru, com uma população de 34 milhões de habitantes, está localizado ao longo do chamado Círculo de Fogo do Pacífico, que se estende pela costa oeste das Américas e pela costa leste da Ásia.
Essas regiões registram os níveis mais altos de atividade sísmica do mundo. Todos os anos, ocorrem pelo menos 400 terremotos com magnitude 4,0 apenas no Peru, sendo que cem deles são perceptíveis pela população.
Em junho, a Venezuela também foi atingida por dois terremotos que deixaram ao menos 5 mil mortos, segundo balanço divulgado pela ditadura venezuelana. O tremor foi o mais forte do país em mais de um século.
A ditadura venezuelana evita falar em desaparecidos, mas, segundo a ONU, esse número pode chegar a 50 mil, no que já é considerado um dos piores terremotos ocorridos na América Latina. O desastre afetou mais de 800 edifícios, dos quais 190 desabaram.
Em La Guaira, os desabrigados se instalaram em estádios, quadras, praças e até mesmo em calçadas, onde voluntários prestam atendimento médico e doam alimentos.
A resposta do regime ao desastre vem sendo alvo de críticas de parte da população, que considera lentas as ações de emergência. Delcy rejeitou tais afirmações e disse, sem provas, que “laboratórios midiáticos” tentam prejudicar o trabalho das equipes de emergência.




