‘Tive que sujar a minha mão para preservar minha vida’, diz PM que matou Leandro Lo

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O tenente da Polícia Militar Henrique Otávio Oliveira Velozo, absolvido pelo Tribunal do Júri na última na sexta-feira (14) pela morte do lutador Leandro Lo, em 2022, gravou vídeo dizendo que chegou a uma situação limite na noite do ocorrido e que teve de “sujar as mãos” para preservar a vida. O militar pediu perdão à família de Lo.

O vídeo é o primeiro pronunciamento desde que foi solto, na madrugada de sábado, e foi divulgado pelo advogado Claudio Dolledone nesta segunda-feira (17).

“Eu estive durante três anos e três meses encarcerado e hoje eu posso dizer que tive uma experiência única e eu tive um encontro genuíno com um Deus forte, um Deus poderoso que eu já conhecia, mas que hoje eu posso falar com toda certeza e convicção que ele é comigo e está na minha vida”, disse.

O militar disse que gravou o vídeo para pedir perdão. “Um pedido de perdão aos familiares, à mãe, ao pai, à irmã, aos amigos e a todas as pessoas que amavam Leandro Lo”, afirmou.

Velozo disse que queria esclarecer que no dia da morte chegou ao limite. Segundo a versão de testemunhas, houve uma briga entre o PM e o campeão de jiu-jítsu antes de o agente sacar a arma e atirar na cabeça do lutador.

“Gostaria de esclarecer que, nesse dia trágico, eu fui colocado em um limite, um limite [em] que eu não gostaria de estar. Onde eu tive, infelizmente, que sujar a minha mão para poder preservar minha vida”, declarou.

“Então, peço perdão a todos. Não em meu nome, mas em nome de Deus, que eu sei que ele é misericordioso, justo. E que Deus possa confortar e consolar o coração de todos”, concluiu.

O júri teve início na quarta-feira (12), no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste. Após a absolvição, o advogado Claudio Dalledone, que o representa, afirmou que vai trabalhar para recuperar a imagem do policial e solicitar seu retorno ao trabalho.

“Ele tem que falar, ele tem que dizer por A mais B o que aconteceu. Ele tem que falar para o povo que o condenou numa opinião publicada, que é diferente de opinião pública, como as coisas se deram naquela noite”, diz Dalledone.

O próximo passo, de acordo com o advogado, é pedir a volta do tenente ao trabalho. “Agora, com a absolvição dele, nós reforçamos os nossos argumentos e nós vamos pedir a reintegração para que ele volte a trabalhar”, afirma.

Dalledone diz que vai aguardar o recurso do Ministério Público contra a absolvição.

À Folha de S.Paulo o advogado Adriano Vanni, que representa a família de Lo, afirmou que a decisão da Justiça é soberana, mas cabe recurso e eles devem recorrer.

“Vamos trabalhar até o fim”, afirma Vanni. “Eu não consigo entender legítima defesa, mas o jurado entendeu que foi legítima defesa, mesmo ele tendo dado um tiro na cabeça de um cara desarmado, dentro de uma festa, ter fugido, os jurados entenderam que houve legítima defesa e a gente tem que respeitar decisão judicial”, afirma.

RELEMBRE O CASO

Lo tinha 33 anos quando foi assassinado, na madrugada do dia 7 de agosto de 2022. Ele estava em um show do grupo de pagode Pixote, no Esporte Clube Sírio, no bairro Planalto Paulista, quando foi baleado na cabeça pelo tenente Velozo.

A investigação aponta que o policial deixou o local e se dirigiu para um prostíbulo. Depois, acompanhado, foi para um motel na marginal Pinheiros. Ele se entregou à Corregedoria da PM na mesma noite.

Ivã Siqueira Junior, advogado da família do lutador na época do crime, disse que, segundo testemunhas, o desentendimento teve início depois de um homem entrar na roda de amigos de Lo, pegar uma garrafa de bebida e começar a chacoalhá-la. Ao mesmo tempo, o homem estaria encarando o lutador, como forma de provocação.

Lo teria, então, derrubado o homem e o imobilizado. Outras pessoas se aproximaram e separaram a briga, sem ter havido agressões, de acordo com relatos de testemunhas aos quais o advogado da família afirma ter tido acesso.

O homem teria, então, sacado uma arma e, de frente para a vítima, disparado uma única vez na cabeça do lutador, que foi atingido na testa. O atirador teria ainda chutado duas vezes a cabeça de Lo, enquanto este estava caído no chão, segundo colegas do campeão mundial.

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