Um trem descarrilou nesta terça-feira (20) após uma barreira de contenção cair sobre os trilhos devido às fortes chuvas perto da cidade espanhola de Barcelona, matando o maquinista e ferindo gravemente ao menos quatro passageiros, segundo um agente do Corpo de Bombeiros local.
O acidente ocorreu apenas dois dias depois de uma colisão e descarrilamento de trens de alta velocidade perto de Adamuz, na província de Córdoba, no sul do país, que matou 42 pessoas.
Claudi Gallardo, inspetor do Corpo de Bombeiros da Catalunha, disse em declarações televisionadas do local do acidente que 37 pessoas ficaram feridas, quatro delas gravemente, e que o maquinista morreu. Ele afirmou que todos os passageiros foram retirados do trem.
Vinte ambulâncias foram enviadas ao local, em Gelida, nos arredores de Barcelona, juntamente com 38 viaturas do Corpo de Bombeiros, informaram as autoridades de emergência.
O descarrilamento do trem suburbano ocorreu em uma região há muito afetada por serviços ferroviários subfinanciados e incidentes frequentes.
Em um incidente separado também na noite desta terça, o tráfego entre Blanes e Maçanet-Massanes, ao sul da cidade de Girona —também parte da rede ferroviária suburbana de Barcelona— foi interrompido “devido a um eixo de trem que saiu dos trilhos”, disse a operadora ferroviária espanhola Adif em um comunicado na X.
A empresa, que administra as ferrovias na Espanha, determinou nesta terça (20) que os trens no trajeto Madri-Barcelona limitem a velocidade de circulação.
Em 2025, maquinistas haviam pedido à Adif, que é ligada ao Ministério dos Transportes, para limitar a velocidade por insegurança sobre a condição dos trilhos. Uma junta solta está sendo investigada como possível causa do acidente entre dois trens de passageiros no sul do país no domingo (18).
Começaram hoje os três dias de luto nacional decretados pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez pelas vítimas do acidente.


