Trump abandona novo ultimato sobre acordo na Ucrânia – 26/11/2025 – Mundo

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O ímpeto do presidente Donald Trump, que queria ver um acordo final para um cessar-fogo na Guerra da Ucrânia fechado até esta quinta-feira (27), perdeu o ímpeto. O americano diz agora que o “prazo final é quando acabar”.

Se nas duas últimas vezes em que isso ocorreu o alvo do ultimato era Vladimir Putin, desta vez foi Volodimir Zelenski, a quem foi apresentado um plano russo-americano favorável à visão do Kremlin sobre o fim do conflito: perdas territoriais, neutralidade e limitações militares a Kiev.

Como reagiu com apoio de aliados europeus e modificou o rascunho para algo mais próximo das suas demandas, retirando termos draconianos e deixando discussões de mérito sobre reconhecimento de fronteiras para o futuro, Zelenski disse na terça (25) que estava pronto para finalizar o acordo no prazo.

Os russos descartaram as mudanças. Voando para passar o feriado do Dia de Ação de Graças na Flórida, Trump disse a repórteres que não tinha um prazo final e que espera resultado das negociações de seu enviado para o conflito, Steve Witkoff. O Kremlin anunciou nesta quarta (26) que ele deverá ser recebido por Putin só na semana que vem.

Witkoff entrou no centro das intrigas em torno do vaivém sobre o plano de paz, que foi elaborado em junho pelos russos e discutido com os americanos, que adotaram a maior parte de seus pontos, em outubro.

A agência Bloomberg divulgou na noite de quarta a transcrição de uma conversa de 14 de outubro entre Witkoff e o assessor presidencial russo Iuri Uchakov, um dos homens de Putin na negociação.

Nela, o americano sugere que a paz pode ser alcançada se Kiev entregassem a região de Donetsk e os russos topassem deixar algumas áreas já conquistadas. Além disso, ele aconselha o Kremlin a adular Trump, elogiando sua iniciativa pelo cessar-fogo na guerra em Gaza como modelos para um acordo.

O presidente americano deu de ombros ao vazamento, cujo conteúdo não foi negado por nenhum dos lados. “Ele tem de vende isso para a Ucrânia, ele tem de vende Ucrânia para a Rússia. Isso é o que um negociador faz”, afirmou no Air Force One.

Uchakov demonstrou irritação, falando à TV estatal russa, com o vazamento, dizendo que ele visou atrapalhar as negociações. Uma segunda conversa, entre ele e o negociador russo Kirill Dmitriev, foi negada pelo último.

Nela, ambos discutem a conveniência acerca da paternidade do acordo de paz ser assumida pelos EUA, que poderiam mudar a proposta russa. Ao fim, foi o que ocorreu, com o secretário de Estado, Marco Rubio dizendo que o texto era americano apesar de sua origem em Moscou.

A fumaça tende a se dispersar, mas ajuda a elevar a desconfiança de lado a lado. Uchakov disse que ligaria para Witkoff para cobrar o que vê como um vazamento americano devido a divergências internas. Mas há resistência internas na linha-dura do Kremlin, liderada pelas Forças Armadas e serviços de segurança, contra um acordo —o que torna a hipótese de um grampo russo também factível.

Como a Folha mostrou, essa ala convenceu Putin de que a Rússia pode ganhar a guerra no campo de batalha, e a protelação de quaisquer acordos apenas favorece o Kremlin.

A versão revisada após um encontro entre americanos e ucranianos em Genebra, no domingo (23), já está segundo Uchakov em Moscou. “Há aspectos que podem ser positivos”, disse.

Mas ela não foi analisada a fundo, afirmou o assessor, que também negou que isso tenha ocorrido nos nebulosos encontros de segunda (24) e terça em Abu Dhabi. Segundo sua versão, russos e ucranianos se reuniram, e só depois houve encontros separados com Dan Driscoll, o secretário do Exército que é o nome do vice J. D. Vance na negociação.

Na véspera, havia relatos desencontrados sobre o que ocorreu, mas o substrato parece ser apenas a extensão do prazo para a negociação e a continuidade dos combates.

Uchakov também criticou os líderes europeus “por se meterem” na negociação. Nesta quarta, a União Europeia promoveu uma reunião em que reafirmou o apoio a Kiev e à soberania do país invadido em 2022.

A chefe do braço executivo do bloco, Ursula von der Leyen, disse que Moscou ainda pensa como “em Ialta”, em referência à cidade da Crimeia em que as potências que venceriam a Segunda Guerra Mundial dividiam suas esferas de influência em 1945.



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