O presidente Donald Trump afirmou neste domingo (5) que foi resgatado no Irã o segundo tripulante do caça dos Estados Unidos derrubado na sexta-feira (3) em meio à guerra entre os dois países. Conforme relatos de autoridades do governo, um dos pilotos já havia sido encontrado no dia da queda.
“Meus compatriotas americanos, nas últimas horas, as Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram uma das Operações de Busca e Resgate mais ousadas da História dos EUA, para um de nossos incríveis Oficiais Tripulantes, que também é um Coronel altamente respeitado, e que tenho a alegria de informar que agora está SÃO E SALVO!”, afirmou Trump em sua rede, a Truth Social.
A publicação do líder americano foi repostada pela conta oficial da Casa Branca no X.
O Irã afirmara na sexta (3) ter atingido o caça dos Estados Unidos, e o governo americano não contestou que a causa da queda tenha sido a artilharia iraniana. O Pentágono não comentou o incidente e, em breve entrevista por telefone com a rede de televisão NBC News, Donald Trump havia afirmado que o caso não afeta negociações com Teerã.
As intensas buscas levantaram preocupações de que o segundo militar desaparecido, caso capturado pela República Islâmica, pudesse ser usado como forma de pressão contra Washington. O regime ofereceu uma recompensa para quem o encontrasse.
O comandante operacional do Exército iraniano, Khatam al-Anbiya, afirmou neste sábado (4) que um novo sistema de defesa aérea foi utilizado para atingir o caça americano e que o regime planeja ter controle total sobre o espaço aéreo do país.
Não há confirmação oficial do governo dos EUA sobre o modelo da aeronave abatida. Inicialmente, a mídia estatal do Irã anunciou ter derrubado um caça F-35, mas relatos posteriores na imprensa americana citam o modelo F-15E, que transporta dois tripulantes.
Segundo relatos feitos à imprensa, um dos dois pilotos ejetou-se em pleno voo e foi resgatado pelas forças americanas.
A emissora CBS News afirmou que verificou imagens publicadas nas redes sociais que mostram um avião de reabastecimento e dois helicópteros voando baixo sobre a província de Cuzistão, no Irã, compatível com uma missão de busca e resgate.
Há ainda a possibilidade de que dois aviões tenham sido abatidos na sexta-feira. De acordo com o New York Times, um caça A-10 Warthog foi atingido perto do estreito de Hormuz, segundo fontes militares, mas o único piloto foi resgatado são e salvo. O regime iraniano reivindicou o ataque.
Essa é a primeira vez desde 2003 que um avião de combate dos EUA é abatido em solo inimigo. No início da guerra do Iraque, um A-10A Thunderbolt 2 caiu após ser atingido por um míssil das forças de Saddam Hussein. Em 2020, no entanto, quando um avião americano caiu no Afeganistão, o Talibã afirmou ter derrubado a aeronave —algo rejeitado pelo governo do democrata Joe Biden à época.
O incidente ocorre após ameaças de Trump de bombardear o país, enquanto pressiona Teerã a encerrar a guerra nos termos dos EUA. O ataque às aeronaves acontece ainda depois de o presidente americano e membros do alto escalão do governo debocharem da capacidade militar iraniana.
No dia 4 de março, ainda na primeira semana da guerra, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que os EUA e Israel tinham “controle total do espaço aéreo” do Irã.




