O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou neste sábado (11) em suas redes sociais que as Forças Armadas americanas começaram a limpar o estreito de Hormuz e que afundaram navios iranianos lançadores de minas navais, que explodem pela aproximação ou contato com embarcações.
“Estamos começando o processo de limpeza do estreito de Hormuz”, escreveu Trump em uma publicação, acrescentando que “todos os 28 navios lançadores de minas do Irã estão no fundo do mar”.
Trump também afirmou estar fazendo um favaor a países de todo o mundo, incluindo China, Japão, Coreia do Sul, França e Alemanha e criticou aliados por não apoiá-lo na tarefa.
Três superpetroleiros chineses atravessaram o estreito no sábado, segundo dados de navegação da LSEG, (London Stock Exchange Group), fornecedora global de infraestrutura para o mercado financeiro. As embarcações podem ser as primeiras a deixarem o golfo Pérsico desde o acordo de cessar-fogo entre os EUA e o Irã, firmado no início desta semana.
Os navios petroleiros de grande porte Cospearl Lake e He Rong Hai, ambos fretados pela Unipec, braço comercial da Sinopec, a maior refinaria da Ásia, entraram e saíram da “área de ancoragem experimental da passagem de Hormuz”, que contorna a Ilha de Larak, no Irã, no sábado, conforme mostram os dados da LSEG. O terceiro navio seria um petroleiro de grande porte com bandeira da Libéria.
Além disso, o site americano Axios afirma que vários navios da Marinha dos EUA cruzaram o Estreito de Ormuz no sábado, pela primeira vez desde o início da guerra com o Irã. Segundo a informação publicada pelo Axios, os navios americanos cruzaram o estreito de leste para oeste em direção ao Golfo Pérsico e, em seguida, retornaram pelo estreito até o Mar Arábico. As fontes são autoridades americanas.
O Irã negou a informação. A emissora estatal do país diz ter emitido alerta a um navio militar dos EUA avisando que a embarcação seria atacada em 30 minutos caso cruzasse o Estreito de Ormuz. Pouco depois, segundo a rede de TV, a embarcação retornou.
O temor de ataques iranianos a navios nas últimas semanas fechou o estreito de Hormuz, por onde passa 20% da produção mundial de petróleo e gás, afetando os mercados globais de energia.
Os preços da gasolina nos EUA dispararam, embora a maior parte do petróleo que passa pelo estreito não seja destinada aos Estados Unidos.
Na terça-feira (7), em uma das ameaças mais contundentes ao regime e à população do Irã, Trump escreveu em uma rede social que uma “civilização inteira” iria morrer em ataques americanos caso as partes não chegassem a um acordo para a reabertura do estreito de Hormuz.
Neste sábado, líderes dos EUA e do Irã se reúnem na capital paquistanesa, Islamabad, para negociações que podem encerrar a guerra de seis semanas travada entre os dois países.




