Donald Trump anunciou neste domingo (1) que o Kennedy Center, famoso centro cultural e teatro em Washington D.C., será fechado para reforma por dois anos. O espaço foi alvo de polêmicas e boicote após o presidente americano exercer mudanças no nome e no conselho que gere o local.
O anúncio foi feito por meio de publicação na Truth Social, rede social fundada pelo chefe da Casa Branca. Segundo ele, a interdição começa em 4 de julho, feriado que marca a independência dos Estados Unidos.
“Com base em novas descobertas, e totalmente sujeito à aprovação do Conselho, eu determino que a maneira mais rápida de levar o Trump Kennedy Center ao maior nível de sucesso, beleza e grandeza, é interromper as operações de entretenimento por um período de aproximadamente dois anos. Haverá uma grande reabertura que competirá e ultrapassará qualquer evento que já tenha acontecido nesse espaço”, escreveu o presidente.
Em fevereiro de 2025, o republicano fez mudanças no conselho que gere o centro e assumiu a chefia da equipe. Novos membros, aliados próximos do presidente, votaram pela mudança de nome do local para Trump-Kennedy Center —alteração que causou rebuliço no mundo das artes.
A instituição cultural, considerada a mais importante dos EUA e sede da Orquestra Sinfônica Nacional do país e da Ópera Nacional de Washington, sofre intervenção cada vez maior de Trump desde que o republicano voltou ao poder.
O local recebe, em média, mais de 2.000 eventos por ano, segundo o site da instituição. Muitos artistas que tinham apresentações programadas cancelaram os compromissos desde o início das intervenções da Casa Branca —entre eles, uma produção itinerante do musical “Hamilton”, o compositor Philip Glass e a atriz Issa Rae.
A Orquestra Sinfônica de Washington anunciou em janeiro o corte de laços com o Kennedy Center, movimento contundente em manifestação contra a intervenção do presidente.
De acordo com a imprensa americana, vendas de ingressos para as três casas de espetáculo administradas pelo Kennedy Center despencaram em 2025.
Reforma recente
O Kennedy Center passou por obras de renovação extensas em 2019, sob a gestão de Deborah Rutter, presidente do conselho do espaço que deixou o cargo pouco tempo depois de Trump assumir seu primeiro mandato na presidência.
Na época, o republicano expressou descontentamento com os 250 milhões de dólares gastos na expansão.
Palco da gestão
O anúncio vem alguns dias depois de uma premiere opulenta do filme “Melania”, um documentário sobre a vida da primeira-dama dos EUA, Melania Trump. Ela também assina a produção executiva do longa.
Trump vem usando o Kennedy Center com frequência no segundo mandato. Ele ofereceu o teatro como sede para o sorteio dos grupos da Copa do Mundo de 2026, quando recebeu o “Prêmio da Paz FIFA”.
Criado em 1958 como o Centro Nacional Cultural, o Kennedy Center foi rebatizado pelo presidente Lyndon Johnson para homenagear seu antecessor, John F. Kennedy, assassinado em 1963. O teatro que funciona como sede da instituição foi inaugurado em 1971 com uma apresentação do maestro e pianista americano Leonard Bernstein.
Com informações da Reuters.




