O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concedeu perdão presidencial a seu ex-advogado, o ex-prefeito de Nova York Rudy Giuliani, e a outros 76 aliados políticos por suposto envolvimento em planos para reverter o resultado da eleição presidencial de 2020. Naquele ano, o republicano perdeu para o candidato democrata Joe Biden, mas nunca aceitou o resultado do pleito.
O advogado do Departamento de Justiça, Ed Martin, compartilhou o documento em um post no X neste domingo (10). “Nenhum Maga [membro do movimento Make America Great Again] será deixado para trás”, escreveu ele. A lista inclui aliados como a advogada Sidney Powell e Mark Meadows, o ex-chefe de gabinete da Casa Branca.
“Esta proclamação encerra uma grave injustiça nacional perpetrada contra o povo americano após a eleição presidencial de 2020 e dá continuidade ao processo de reconciliação nacional”, diz o documento, datado de 7 de novembro. O decreto determina um “perdão total, completo e incondicional” para os mencionados.
O perdão presidencial está previsto na Constituição e se aplica a pessoas que cometeram crimes federais. No mês passado, por exemplo, Trump perdoou George Santos, ex-deputado do Partido Republicano e filho de imigrantes brasileiros que cumpria pena de sete anos de prisão por fraude eletrônica e roubo de identidade. Ele deixou a cadeia horas depois.
O indulto, porém, não vale para acusações em andamento em tribunais estaduais ou locais. Por isso, os recentes perdões são, em grande parte, simbólicos, pois nenhum dos citados enfrenta acusações federais. Em seu decreto presidencial, Trump também esclarece que o perdão não se estende a ele próprio.
Giuliani foi catapultado à fama nacional por sua resposta, considerada sóbria e firme, ao ataque de 11 de Setembro de 2001, que matou 2.753 pessoas em Nova York quando o republicano era prefeito da cidade. Anos mais tarde, ele atuou como advogado de Trump em suas tentativas fracassadas de anular o resultado das eleições de 2020 e enfrentou diversos problemas legais.
Em 2024, perdeu a licença para advogar no estado de Nova York, após um tribunal de apelações da região concluir que ele mentiu ao argumentar que a eleição presidencial foi roubada de seu cliente.
Atualmente, Giuliani enfrenta acusações de interferência eleitoral no Arizona, onde promotores afirmam que ele fez parte de um esquema para declarar falsamente Trump como vencedor da disputa presidencial de 2020 naquele estado. O advogado nega as acusações, e o caso deve ir a julgamento em janeiro.




