Turista argentina suspeita de ofensas racistas em bar no Rio é denunciada

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ALÉXIA SOUSA
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou a advogada e influenciadora argentina Agostina Páez, 29, sob acusação de injúria racial e pediu à Justiça a sua prisão preventiva (sem prazo). Ela é acusada de ofender funcionários de um bar em Ipanema, na zona sul do Rio, no dia 14 de janeiro.

O episódio passou a ser investigado pela Polícia Civil após a circulação de vídeos nas redes sociais. Cabe agora à Justiça decidir se abre processo e torna a denunciada ré.

A denúncia foi apresentada nesta segunda-feira (2) pela 1ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Territorial da zona sul e Barra da Tijuca. Atendendo ao pedido do órgão, a Justiça determinou que a turista não deixe o país, reteve seus documentos e manteve o uso de tornozeleira eletrônica.

Páez negou as acusações à polícia. A reportagem tenta localizar a defesa da estrangeira.

Segundo o Ministério Público, Agostina estava com duas amigas em um bar na rua Vinícius de Moraes quando se envolveu em uma discussão devido ao valor da conta. Durante o desentendimento, ela teria se dirigido a um funcionário com a palavra “negro”, usada de forma ofensiva.

De acordo com a denúncia, mesmo após ter sido advertida de que a conduta configurava crime no Brasil, a argentina fez novos insultos a outra funcionária, chamando-a de “mono” (“macaco”, em espanhol) e simulando gestos do animal.

As ofensas continuaram após a saída do grupo do estabelecimento, conforme a denúncia. Na calçada, Agostina teria repetido expressões, ruídos e gestos considerados racistas contra três funcionários do bar.

Para a Promotoria, os relatos das vítimas são confirmados por testemunhas, imagens do circuito interno de segurança do estabelecimento e registros feitos no momento dos fatos.

O órgão também rejeitou a versão apresentada pela denunciada de que os gestos teriam sido brincadeiras dirigidas às amigas, destacando que uma das acompanhantes tentou interrompê-la, o que, na avaliação dos promotores, indica a percepção do caráter ofensivo da conduta.

O caso vinha sendo apurado pela 11ª DP (Rocinha). Em fevereiro, a Polícia Civil apreendeu o documento de identidade da turista e determinou o monitoramento eletrônico. Segundo a corporação, no caso de cidadãos argentinos, além do passaporte, o Documento Nacional de Identidade é aceito para a entrada no Brasil. A investigação policial segue em andamento.



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