Ucrânia pede à China negociação para a paz – 25/02/2026 – Mundo

Ucrânia pede à China negociação para a paz - 25/02/2026


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A Guerra na Ucrânia entrou no quinto ano com um apelo direto à China. Em evento na embaixada ucraniana em Pequim que marcou quatro anos da invasão russa, o embaixador Olexander Nechytaylo disse que a China está “numa posição única” para exercer um papel “importante” e “crítico” na busca por uma paz duradoura.

  • “Não desperdicemos a chance de paz. Vamos caminhar essa última milha juntos”, afirmou a diplomatas estrangeiros.

No mesmo evento, o chefe da delegação da União Europeia na China, Jorge Toledo, defendeu um cessar-fogo imediato e disse que, apesar das divergências com Pequim sobre a agressão russa, há terreno comum na defesa da integridade territorial. Ele lembrou que a China tem “responsabilidade especial” como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU.

Pequim reiterou sua posição oficial por meio da porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning. Ele afirmou que a posição chinesa é “objetiva e justa”, que o país não “coloca lenha na fogueira” e que diálogo e negociação são a única saída. Segundo ela, a China está pronta para atuar de forma “construtiva” em um acordo político.

A pressão externa aumentou após o embaixador dos EUA na Otan, Matthew Whitaker, dizer que a China poderia telefonar para Moscou e encerrar a guerra “amanhã”, o que os chineses classificaram como “acusação infundada”.

Mesmo assim, há sinais de aproximação entre Pequim e Kiev nos bastidores. Em fevereiro, o ministro das Relações Exteriores chinesas, Wang Yi, disse ao homólogo ucraniano Andrii Sybiha que a China está disposta a manter comunicação para uma solução política antecipada. O país também enviou recentemente seu maior pacote de ajuda humanitária energética à Ucrânia desde o início da guerra.

Por que importa: ao insistir na neutralidade e no discurso de negociação, a China tenta preservar espaço diplomático com a Europa e o Sul Global. O conflito, porém, virou teste concreto de influência. A questão deixou de ser retórica e passou a medir até onde Pequim está disposta a ir para moldar o desfecho de uma guerra que redesenhou o equilíbrio global.


pare para ver

Pintura do projeto “Ucrânia Todo Dia”, realizada pelo artista chinês Xu Weixin. Desde o início da guerra, Xu tem criado quase um desenho por dia retratando cenas do conflito, figuras políticas (como o presidente Volodimir Zelenski), soldados ucranianos e civis em sofrimento e resistência. Saiba mais sobre aqui.


o que também importa

★ O chanceler chinês Wang Yi afirmou na ONU que nenhum país é “professor de direitos humanos” e criticou o uso do tema para “enfeitar discursos sobre democracia” ou “encobrir práticas hegemônicas”. Em fala por vídeo ao Conselho de Direitos Humanos, em Genebra, o ministro defendeu que não há modelo único a ser imposto e pediu respeito à Carta da ONU e ao princípio de não interferência. Wang também cobrou igualdade soberana e maior voz para o Sul Global, em recado indireto ao Ocidente.

★ Jornais israelenses noticiaram nesta segunda (23) que o Irã está perto de fechar a compra de mísseis antinavio supersônicos chineses CM-302, em meio ao envio de porta-aviões dos EUA para a região. Com alcance de 290 km e voo baixo para driblar defesas, o sistema ampliaria a capacidade de ataque de Teerã e elevaria o risco para a Marinha americana. O acordo, negociado há dois anos e acelerado após o conflito com Israel, ainda não tem data de entrega. Os chineses não comentaram sobre as negociações.

★ Os Estados Unidos acusaram a China de ampliar “massivamente” seu arsenal nuclear e de realizar testes secretos. Com o fim do tratado New Start, que limitava as ogivas de EUA e Rússia, crescem os temores de uma nova corrida armamentista. Em Genebra, Washington disse que Pequim pode ter material para mais de 1.000 ogivas até 2030. A China rejeitou o que chamou de “difamações” e afirmou que não entrará em corrida nuclear nem participará de negociações trilaterais com americanos e russos.


fique de olho

A fabricante chinesa DJI Technology Co. processou a FCC (Comissão Federal de Comunicações, espécie de Anatel dos EUA) após ser incluída na lista de entidades sob restrição regulatória, o que bloqueia novas autorizações para vender drones no país.

A DJI afirma que a agência não apontou ameaça concreta à segurança nacional e que a fabricante chinesa não teve chance de responder às acusações. A DJI também acusou as entidades regulatórias americanas de apontar preocupações calcadas em protecionismo, não evidências.

No mês passado, a FCC anunciou que vai impedir a maioria dos drones e componentes estrangeiros de obter certificação para futuras vendas nos EUA. A medida não afeta equipamentos já em uso.

O tema mobiliza Congresso e Casa Branca há anos, e uma lei de 2025 determinou a revisão de segurança da DJI até dezembro. Fabricantes americanos como Skydio e Brinc Drones comemoraram a decisão da FCC.

Por que importa: o caso vai além de um fornecedor específico, impactando diretamente a estratégia de Washington para reduzir a dependência tecnológica da China em setores sensíveis.

Se as restrições avançarem, podem remodelar o mercado de drones nos EUA, pressionar orçamentos de segurança pública e aprofundar a disputa tecnológica entre as duas potências.


para ir a fundo

A Câmara Chinesa de Comércio do Brasil abriu inscrição para interessados em participar da PFP Expo, evento em Guangzhou dedicado à indústria de impressos, empacotamento e etiquetagem que acontece nos dias 4 a 6 de março. Empresários que queiram integrar a delegação brasileira podem entrar em contato neste link.

O BRICS Policy Center, no Rio de Janeiro, recebe no dia 09 de março a professora Karin Vazquez para discutir o processo de construção e transformação do Sul Global. O evento é gratuito e as inscrições podem ser feitas aqui.



Fonte CNN BRASIL

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