
O comissário-geral da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina, Unrwa, condenou o incêndio deliberado na sede da organização em Jerusalém Oriental.
Segundo o representante, permitir esta destruição “sem precedentes” constitui mais um ataque às Nações Unidas e uma tentativa contínua de desmantelar o estatuto dos refugiados palestinos nos territórios palestinos ocupados.
Numa breve declaração, Lazzarini afirmou que “não há limites para o desrespeito pelas Nações Unidas e pelo direito internacional” nos territórios palestinos ocupados.
A ação das autoridades de Israel, que aconteceu no domingo, incluiu o envio de escavadoras ao complexo de Sheikh Jarrah, onde várias estruturas da Unrwa foram demolidas.
O comissário-geral da Unrwa, Philippe Lazzarini,
O episódio gerou, rapidamente, uma condenação por parte de altos responsáveis da ONU, incluindo o secretário-geral António Guterres e o alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk.
Antes das demolições, a 14 de janeiro, forças israelenses entraram num centro de saúde da Unrwa em Jerusalém Oriental e ordenaram o seu encerramento.
A agência afirmou que os funcionários ficaram “aterrorizados” e associou a deterioração da situação à legislação aprovada pelo parlamento israelense em dezembro, que reforçou leis anti-Unrwa adotadas em 2024.
As instalações da agência também têm sido alvo de ataques incendiários, no contexto de uma “campanha de desinformação em grande escala” contra a Unrwa, segundo o comissário-geral.
Lazzarini recordou ainda uma decisão do Tribunal Internacional de Justiça, que reafirma a obrigação de Israel em facilitar, e não impedir, as operações da Unrwa. O tribunal ressaltou igualmente que Israel não tem jurisdição sobre Jerusalém Oriental.
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