Venezuela manda aviões para buscar deportados nos EUA – 10/02/2025 – Mundo

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A mesma Venezuela que há pelo menos sete anos é origem da maior diáspora da América Latina, com cidadãos que fogem da crise econômica e da perseguição política, voltou nesta segunda-feira (10) a receber seus imigrantes deportados pelos Estados Unidos.

O regime chavista anunciou nesta segunda-feira (10) que dois aviões da sua estatal do setor, a Conviasa, pousaram na base aérea Biggs Army Airfield, no estado americano do Texas, para transportar os primeiros deportados venezuelanos sob o acordo selado com Donald Trump.

Segundo Caracas, são 190 os deportados. O regime diz que foi informado por Washington de que alguns dos imigrantes têm ligações com o Tren de Aragua, grupo criminoso venezuelano que ao longo dos últimos anos se espalhou por outros países da América Latina, como o Chile, e agora é considerado terrorista pelos EUA.

O regime comandado por Nicolás Maduro afirma ter pedido ao governo Trump autorização para buscar seus cidadãos deportados. A alternativa seria que eles fossem transportados em aeronaves americanas, como ocorreu com os dois voos de deportados brasileiros neste ano, por exemplo. O acordo selado é um capítulo importante.

A ditadura não aceitava receber imigrantes deportados até então, o que era um imbróglio para os EUA e também para o Panamá, que sob o governo linha-dura de José Raúl Mulino começou a deportar, no ano passado, imigrantes que cruzam a perigosa selva de Darién em seu percurso terrestre para chegar ao território americano.

Como não há convênio com Caracas nesse sentido, os venezuelanos apenas seguem caminho rumo à Costa Rica e aos demais países até eventualmente chegar à fronteira do México com os EUA.

O comunicado do regime tem passagens que chamam a atenção. Diz que, hoje, “depois de muitos esforços, a Venezuela é um dos lugares mais seguros do continente” e que o fluxo migratório que sai do país —e que se aproxima de 8 milhões de pessoas— é fruto “das sanções econômicas e das campanhas de guerra psicológica contra o país”.

O acordo foi selado durante a visita de Richard Grenell, enviado de Trump, a Caracas no último dia 31. A ação surpreendeu ao fazer da Venezuela o primeiro país da América Latina escolhido para uma visita da nova administração republicana. Grenell saiu de lá com dois trunfos: acompanhado de seis presos americanos que Maduro libertou e com o acordo de deportados em mãos.

Poucos dias depois o mesmo regime que diz que quer uma “agenda zero” com o governo Trump, para relações políticas pacíficas, estava chamando o secretário de Estado, Marco Rubio, de um “delinquente internacional” depois que o chefe da diplomacia de Trump participou da apreensão de um avião da ditadura na República Dominicana por desrespeito a sanções americanas.

Imigrantes venezuelanos estão entre as nacionalidades potencialmente mais impactadas pelo plano de deportação em massa da Casa Branca. Isso porque o governo Trump também suspendeu proteções temporárias que haviam sido concedidas a mais de 600 mil venezuelanos que vivem nos EUA.

Os imigrantes viraram uma arma política durante a última eleição na Venezuela, conduzida e concluída sob acusações de fraude eleitoral. O regime impediu que a maior parte da diáspora venezuelana pelo mundo fosse às urnas. Apesar de diáspora de 7,7 milhões de pessoas, apenas 69 mil eleitores no exterior estavam registrados para votar, graças a barreiras impostas por Caracas para o registro eleitoral.

Por outro lado, a oposição também apelava a essa parcela dos seus nacionais, afirmando que, se eleita, faria a Venezuela um país para o qual poderiam retornar com uma economia pulsante e sem perseguição política. É a mesma oposição que, agora, está em certa medida frustrada pelos arranjos políticos entre Trump e Maduro, estabelecidos sob bases e potenciais ameaças ainda desconhecidas.

Ao menos pelas declarações públicas de Rubio entende-se que estão na mesa possíveis sanções à economia venezuelana, como ao setor de petróleo. A peça-chave seria a autorização para que a gigante petroleira americana Chevron siga atuando em território venezuelano.

Conselheiros estimam que a empresa produza de 200 mil a 220 mil barris de petróleo ao dia, se somados também seus associados, na Venezuela. A Chevron ajudou a minimizar a bancarrota do regime e ainda contribui no mercado de câmbio para aumentar as entradas de dólares.



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