
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O vereador Hélio Sousa Neto (União Brasil), de Balsas (MA), foi preso nesta quarta-feira (4) pela Polícia Civil do Piauí por suspeita de envolvimento no assassinato de um homem em Santa Filomena (PI).
Hélio se entregou na tarde desta quarta-feira na Delegacia de Gilbués (PI). Contra ele, havia um mandado de prisão temporária em aberto desde dezembro, que policiais tentavam cumprir em endereços ligados a ele —mas sem sucesso.
O parlamentar é suspeito de envolvimento na morte de Luís Carlos do Nascimento. O homem foi morto após um carro passar em frente à sua casa e atirar contra ele no dia 3 de outubro de 2025, em Santa Filomena. Ainda não se sabe quantas pessoas estavam no automóvel.
Investigação apontou que carro usado no crime estava alugado em nome de Hélio. Ao UOL, o delegado Janilson Coutinho relatou que o veículo pertencia a uma locadora em Balsas e que o contrato de aluguel havia sido assinado pelo vereador.
Polícia investiga uma suposta vingança por parte de Hélio. Luís Carlos era suspeito de ter matado o irmão do parlamentar, identificado como Antônio Sousa Neto, em Riachão (MA) no mês de setembro de 2024. A reportagem entrou em contato com a Polícia Civil do Maranhão para saber por quanto tempo Luís Carlos esteve preso e se respondia em liberdade pelo homicídio.
Irmão do vereador teria sido morto após uma discussão com Luís Carlos. Ainda de acordo com o delegado, Antônio estaria sendo cobrado de um pagamento, em uma suposta relação empregatícia entre os dois.
Advogada de Hélio diz que há provas sólidas de sua total inocência. Em vídeo gravado nas redes sociais, Renata Souza sustentou que a trajetória do cliente é “pautada pelo trabalho e pela honra”. “A verdade real prevalecerá sobre qualquer narrativa precipitada”, acrescentou.
A defesa disse ainda que ele foi surpreendido pelo mandado de prisão. “O parlamentar jamais teve conhecimento da tramitação de qualquer investigação contra sua pessoa, vindo a ser surpreendido, assim como toda a sociedade de Balsas, por notícias veiculadas em redes sociais.”
O UOL também procurou a Câmara Municipal de Balsas para comentar o caso. Não houve retorno até o momento, mas o espaço segue aberto para manifestação.
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