Vídeo: Colapso de mina de coltan mata ao menos 200 na RDC – 02/02/2026 – Mundo

Vídeo: Colapso de mina de coltan mata ao menos 200


O colapso de uma mina de coltan, controlada pelo grupo armado M23, matou ao menos 200 pessoas na República Democrática do Congo (RDC). O local produz entre 15% e 30% do coltan mundial, essencial para a produção de baterias e aparelhos eletrônicos.

A mina de Rubaya, localizada na província de Kivu do Norte, está sob o controle do M23 desde 2024. O desabamento ocorreu na quarta (28). Milhares de moradores trabalham em condições precárias no local, a maioria sem equipamentos de segurança adequados, apenas com pás simples e botas de borracha.

Desde seu ressurgimento em 2021, o grupo armado tomou vastas áreas do leste do país, que reúne lucrativas minas de coltan, ouro e minério de estanho.

Segundo informações obtidas pela AFP, parte de uma encosta da mina desmoronou na tarde de quarta-feira. Um segundo deslizamento ocorreu na manhã de quinta-feira (29).

Rubaya fica em encostas íngremes recortadas por vales profundos, com estradas de terra —muitas vezes intransitáveis durante a estação chuvosa— serpenteando entre encostas instáveis.

O governador de Kivu do Norte nomeado pelo M23, Eraston Bahati Musanga, que visitou Rubaya na sexta-feira (30), disse à AFP que havia “pelo menos 200 mortos”. Ele afirmou que corpos foram retirados dos escombros, sem fornecer um número exato.

O Ministério das Comunicações da RDC confirmou no domingo a quantidade de vítimas, acrescentando que o governo expressava sua “profunda consternação” diante da tragédia. As redes telefônicas estão fora do ar há vários dias na região.

O leste da RDC, que é rico em recursos naturais e faz fronteira com Ruanda e Burundi, enfrenta há 30 anos um ciclo contínuo de violência.

A Organização das Nações Unidas (ONU) afirma que o grupo M23 tem saqueado as riquezas da mina para ajudar a financiar a sua insurgência na RDC, apoiada pelo governo do vizinho Ruanda. O governo ruandês nega apoiar o grupo.

Segundo o órgão, o M23 estabeleceu uma administração paralela ao Estado congolês para regular a operação da mina de Rubaya desde sua captura.

Especialistas estimam que o M23 arrecade cerca de US$ 800 mil (cerca de R$ 4,1 milhões) por mês com a mina, graças a um imposto de US$ 7 por quilo (R$ 36) sobre a produção e venda de coltan. O dinheiro ajuda a financiar a sua insurgência na RDC.

O M23 é o mais recente de um extenso histórico de movimentos rebeldes apoiados por Ruanda a surgirem na fronteira do país com a RDC. O grupo armado, por sua vez, diz que existe para proteger a população tutsi da região —muito antes do genocídio de 1994 em Ruanda, representantes da etnia já tinham começado a migrar para países vizinhos para se proteger dos hutus no poder.



Fonte CNN BRASIL

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