Vídeo: Trump faz armadilha para democratas em discurso – 25/02/2026 – Mundo

Vídeo: Trump faz armadilha para democratas em discurso - 25/02/2026


Quase uma hora após o início de seu discurso, o presidente Donald Trump armou sua emboscada.

“Uma das grandes coisas sobre o discurso do Estado da União“, disse ele, “é como ele dá aos americanos a chance de ver claramente no que seus representantes realmente acreditam.”

Os democratas —os que se deram ao trabalho de comparecer, pelo menos— se mexeram um pouco em seus assentos. O que ele estava aprontando agora?

“Esta noite”, continuou o presidente, “estou convidando todos os legisladores a se juntarem ao meu governo para reafirmar um princípio fundamental. Se vocês concordam com esta declaração, então levantem-se e mostrem seu apoio: O primeiro dever do governo americano é proteger os cidadãos americanos, não imigrantes ilegais.”

Os parlamentares democratas permaneceram sentados. Era obviamente isso que Trump esperava que acontecesse. “Vocês deveriam ter vergonha de si mesmos por não se levantarem”, declarou ele triunfante. O lado republicano do salão irrompeu em aplausos, como esperado.

O arquiteto da agressiva política de imigração de Trump, Stephen Miller, deixou claro que a performance da noite havia sido construída em torno desse momento. “Zero democratas se levantaram pelo princípio fundamental de todo governo de que os líderes devem servir aos cidadãos antes dos invasores”, postou Miller no X. “Nunca houve um momento mais impressionante no Congresso.”

Com uma manobra, Trump dividiu o salão, pedindo aos espectadores que vissem os dois campos como ele os via: havia os bons americanos e havia aqueles dispostos a colocar em risco a segurança do país.

A jogada do presidente mudou a energia dentro da Câmara dos Deputados. Naquele momento, o que havia sido um discurso do Estado da União em sua maior parte protocolar se transformou em puro teatro político. Era parte programa de auditório, parte luta em jaula —que é exatamente como Trump gosta.

Quando não estava entregando medalhas a veteranos de guerra ou jogando os holofotes sobre jogadores de hóquei no gelo e vítimas de crimes violentos perpetrados por imigrantes, o presidente estava atacando os democratas como “doentes”, ladrões que odeiam a América e manipulam eleições.

Não houve muita discussão de políticas públicas no discurso de terça-feira (24), nem muita coerência quando se tratou de assuntos internacionais. Foi uma noite de golpes de efeito e convidados especiais.

Trump apresentou uma jovem chamada Sage, que está no centro de um processo judicial sobre como sua escola lidou com sua identidade de gênero. Ele usou a história de Sage para fazer um jiu-jítsu político contra o lado democrata do salão.

“Precisamos proibir isso, e precisamos proibir imediatamente”, disse ele sobre estados que reconhecem transições de gênero entre jovens sem consentimento dos pais.

Novamente, os democratas não aplaudiram nem se levantaram. “Olhem”, observou Trump, “ninguém se levanta. Essas pessoas são loucas, estou dizendo. São loucas. Incrível. Terrível. Meu Deus. Temos sorte de ainda ter um país, com pessoas assim.”

Mas havia outras energias carregando o ar na Câmara dos Deputados.

Quase palpável era a crescente sensação em Washington de que os republicanos não estarão no controle daquele salão quando todos se reunirem para fazer esse espetáculo no ano que vem. Se as coisas continuarem do jeito que estão agora, não será o presidente da Câmara, Mike Johnson, sorrindo serenamente sobre o ombro esquerdo de Trump.

Muita coisa havia mudado desde o discurso do presidente no ano passado, feito pouco depois de ele ter voltado ao poder com tudo e começado a reformular o governo federal. Sentado no salão, era possível ver o que havia mudado.

Outrora aliada de Trump, Marjorie Taylor Greene e seu boné vermelho do movimento Maga não estavam lá. Também não estavam as doces, doces promessas do Doge (Departamento de Eficiência Governamental) e do bilionário Elon Musk, que se sentou ao lado dos filhos do presidente no discurso do ano passado e recebeu uma ovação de pé pelos cortes drásticos nas agências federais que ele estava apenas começando a fazer.

Trump fez aquele discurso 43 dias após o início de seu segundo mandato. Ele estava vesuviano então, cheio de poder, descrevendo uma grande visão imperial pela qual os Estados Unidos retomariam o Canal do Panamá e trariam a Groenlândia para seu domínio.

Um ano depois, sua doutrina de política externa é decididamente impopular entre o público americano. Ele a manteve vaga na noite de terça-feira, não oferecendo novas explicações sobre a captura do ditador da Venezuela pelos Estados Unidos além da palavra “petróleo” (o que fez os republicanos rugirem). E não houve mais esclarecimentos sobre por que o país pode estar à beira de uma guerra com o Irã.

No ano passado, ele havia prometido uma revolução econômica liderada por tarifas. Este ano, ele teve que encarar os rostos de alguns dos juízes da Suprema Corte que tiraram seu brinquedo favorito. Quando ele reclamou da decisão da corte —”decisão muito infeliz”, chamou-a— um democrata gritou para provocá-lo: “Eles estão bem na sua frente!”

Mas, na maior parte, os democratas pareciam menos tensos do que no ano passado. Muitos não compareceram. Os que foram pareciam meio entediados. Nancy Pelosi passou boa parte da noite rolando a tela do celular. Lauren Underwood se levantou e foi embora.

Os democratas, incluindo Pelosi, se levantaram e aplaudiram o presidente quando ele disse que “devemos rejeitar totalmente a violência política de qualquer tipo”. Mas então, no mesmo discurso, ele alertou que os democratas roubam eleições, dizendo “eles querem trapacear, eles trapacearam”, que era exatamente o tipo de retórica que preparou o terreno cinco anos atrás para uma turba pró-Trump invadir o próprio prédio em que ele estava discursando.

Esta foi apenas uma das muitas contradições em exibição na Câmara dos Deputados na noite de terça-feira.

Foi o mais longo discurso do Estado da União feito por qualquer presidente desde que o American Presidency Project começou a manter registros em 1964. Mas, comparado ao do ano passado, havia algo mais silencioso nele. Os aplausos não foram os mesmos, mas a indignação também não. Houve golpes de efeito, mas o que mais?

Depois que Trump disse suas últimas palavras —”Deus os abençoe, e Deus abençoe a América”— o presidente da Suprema Corte doa EUA, John G. Roberts Jr., se virou para três dos outros ministros e deu um breve aceno de cabeça. Eles deram meia-volta e saíram em fila, um por um, passando bem ao lado do presidente enquanto ele se inclinava para frente e começava a apertar mãos.



Fonte CNN BRASIL

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