O exército israelense atacou a infraestrutura do Hezbollah nos subúrbios ao sul da capital libanesa Beirute, área conhecida como Dahiyeh, na primeira investida contra o reduto do grupo militante desde o cessar-fogo intermediado em 16 de abril.
O cessar-fogo não interrompeu os combates entre Israel e o Hezbollah no sul do Líbano, com Israel afirmando que está trabalhando para desmantelar a infraestrutura do Hezbollah em suas fronteiras.
O Hezbollah rejeitou propostas que vinculam um cessar-fogo ao seu desarmamento, afirmando que Israel deve primeiro interromper seus ataques e retirar suas forças do sul do Líbano.
Em uma declaração conjunta com seu ministro da Defesa, o primeiro-ministro israelense Binyamin Netanyahu disse que o ataque a Dahiyeh foi ordenado em resposta a disparos do Hezbollah em direção ao território israelense.
Não houve relatos imediatos de vítimas.
O exército disse anteriormente que havia interceptado dois projéteis que cruzaram para o território israelense vindos do Líbano, após sirenes soarem nas áreas de Yiftah e Ramot Naftali. O Hezbollah não reivindicou a responsabilidade pelos lançamentos.
O exército de Israel também emitiu um alerta de evacuação para os moradores da cidade libanesa de Tiro, no sul do país, e suas áreas circundantes no domingo (7), antes de possíveis ataques.
O Irã estabeleceu um cessar-fogo no Líbano entre seu aliado próximo e Israel como condição para qualquer acordo de paz com os Estados Unidos.
O Hezbollah entrou na guerra em 2 de março, dizendo que estava retaliando pela morte do Líder Supremo do Irã no início de um conflito que desde então matou milhares no Líbano e deslocou mais de um milhão de pessoas.
Israel continuou a realizar ataques no Líbano mesmo antes de 2 de março, apesar de um cessar-fogo mediado pelos EUA que entrou em vigor em novembro de 2024. O país afirmou que seus ataques são direcionados a membros e infraestrutura do Hezbollah.




