Nas Forças Armadas dos Estados Unidos, comandantes normalmente não falam publicamente sobre operações futuras para evitar alertar o adversário ou comprometer o sucesso da missão e, possivelmente, vidas americanas.
Mas isso não impediu o comandante-chefe dos Estados Unidos de anunciar quando e como o país atacaria o Irã na próxima vez.
Pelo segundo dia consecutivo, o presidente Donald Trump ameaçou nesta quinta-feira (11), em uma postagem nas redes sociais, que os Estados Unidos atacariam o Irã “MUITO FORTE ESTA NOITE” e poderiam em breve tomar a ilha de Kharg, o coração da economia petrolífera iraniana.
Horas depois, porém, Trump disse que o Irã aprovou um acordo para encerrar a guerra no Oriente Médio e que novos ataques contra o país persa haviam sido cancelados.
O presidente americano também ameaçou o Irã na quarta-feira (10) e, horas depois, aviões de guerra americanos e mísseis Tomahawk atingiram dezenas de radares iranianos, defesas aéreas e outros alvos militares no estreito de Hormuz e em outras partes do país.
Na quarta, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, que criticou repórteres por perguntarem sobre operações futuras, decidiu de repente que era aceitável divulgar ataques aéreos dos EUA.
“Os ataques que ocorrerão esta noite serão contundentes. Serão inequívocos”, disse Hegseth aos repórteres que o acompanhavam a caminho do quartel-general do Comando Central dos EUA em Tampa, no estado da Flórida, que supervisiona as operações militares no Oriente Médio. “Se por acaso ocorrerem amanhã à noite, serão contundentes e inequívocos.”
Trump e Hegseth afirmaram que estavam anunciando os ataques dos EUA —apenas um dia depois que dois pilotos do Exército foram resgatados do oceano por um drone marítimo, após o Irã ter abatido seu helicóptero de combate Apache— para pressionar o governo de Teerã a chegar a um acordo para reabrir o estreito de Hormuz, que o Irã vem bloqueando efetivamente há meses.
“O presidente Trump é um negociador, o melhor do mundo”, disse Hegseth. “Ele está preparado para fechar esse acordo. O Irã faria bem em aceitá-lo. Caso contrário, eles teriam que lidar com o tipo de planos que acabei de ter a oportunidade de ver dentro do Comando Central.”



