
O secretário-geral da Organização Marítima Internacional, OMI, apelou a esforços internacionais urgentes para garantir a libertação segura de 44 marítimos mantidos em cativeiro em águas da Somália por piratas e assaltantes armados.
No primeiro dia da reunião do conselho da OMI em Londres, Arsenio Dominguez destacou a grave situação humanitária das tripulações mantidas em cativeiro, que enfrentam escassez crítica de alimentos e água, vivendo sob ameaça constante de violência.
O secretário-geral afirmou que estes incidentes representam um lembrete claro de que a ameaça da pirataria e do roubo armado contra marinheiros não diminuiu e continua a exigir vigilância e apoio a ações coordenadas.
Arsenio Dominguez reafirmou a estreita cooperação com os Estados de Bandeira (responsáveis pelas embarcações), Estados Costeiros (responsáveis pelas áreas marítimas geográficas), organismos regionais e a indústria marítima para assegurar a libertação segura dos tripulantes.
O responsável apelou ainda à adoção de todas as precauções necessárias à proteção das tripulações, incluindo a implementação das práticas recomendadas de gestão para a segurança marítima e a realização de avaliações de risco rigorosas antes de atravessar a região.
De acordo com a OMI, estes episódios violentos denunciam uma deterioração global da segurança marítima, em particular no que respeita à pirataria e ao roubo armado no Mar Vermelho e no Golfo de Áden.
Só nos últimos três meses, a agência das Nações Unidas registou 24 incidentes envolvendo armamento cada vez mais perigoso, bem como níveis crescentes de violência contra embarcações e marinheiros.
Em todo o mundo, os incidentes reportados de pirataria e roubo armado no mar aumentaram 17% entre 2024 e 2025, passando de 146 para 171 ocorrências.
O conselho da OMI encontra-se reunido em Londres até 10 de julho. A sua agenda inclui um ponto permanente sobre a proteção de rotas marítimas vitais, operações antipirataria e mecanismos para garantir a passagem segura em pontos estratégicos globais.
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