Várias explosões foram ouvidas pelo terceiro dia consecutivo no Irã, nesta quinta-feira (9), segundo a agência de notícias iraniana Mehr. Os relatos incluem ataques nas cidades de Bushehr, onde está localizada uma das usinas nucleares do país, além de Konarak e Choghadak.
As explosões ocorreram horas depois de as Forças Armadas iranianas lançarem ataques contra a infraestrutura militar dos EUA nos países do Golfo.
Segundo a agência de notícias iraniana Irna, o som das explosões foi causado por uma resposta da defesa aérea. Até o momento, não há informações oficiais sobre as causas nem sobre possíveis vítimas.
Também nesta quinta, o Irã realizou o sepultamento do aiatolá Ali Khamenei, morto em um ataque aéreo americano no início da guerra, em 28 de fevereiro, e que foi líder supremo do país. O funeral encerrou uma série de cerimônias feitas ao longo da última semana.
O conflito entre Estados Unidos e Irã voltou a aumentar após o fracasso da trégua anunciada em 17 de junho.
A retomada dos bombardeios ocorreu após uma sequência de ações militares entre os dois países. Na terça (7), os EUA atacaram posições iranianas próximas ao golfo Pérsico. Em resposta, Teerã lançou mísseis e drones contra bases americanas no Bahrein e no Kuwait.
O presidente dos EUA, Donald Trump, escreveu, em publicação na rede Truth Social, que a ofensiva americana era uma resposta aos ataques contra petroleiros na região e advertiu que novas ações iranianas provocariam uma reação mais intensa de Washington.
Na quarta (8), Trump disse que o acordo de cessar-fogo entre os dois países havia chegado ao fim. Ao lado do secretário-geral da Otan, Mark Rutte, durante a cúpula da aliança em Ancara, na Turquia, o republicano responsabilizou o Irã pelo rompimento da trégua e afirmou que poderia voltar a bombardear o país “com muita força”.
Poucas horas depois, na quarta, forças americanas lançaram novos ataques contra posições iranianas. Segundo o Centcom (Comando Central das Forças Armadas dos EUA), a operação teve como objetivo impedir que o Irã cumprisse a ameaça de fechar o estreito de Hormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo e gás natural liquefeito.
A possibilidade de interrupção do tráfego no estreito de Hormuz aumentou a preocupação dos mercados internacionais com o abastecimento de petróleo.



