
O Escritório da Organização Internacional para Migrações, OIM, no Brasil, informou que está pronto para apoiar as autoridades locais e nacionais do país após as cheias que mataram mais de 50 pessoas no estado de Minas Gerais.
De acordo com a Defesa Civil estadual, os níveis de precipitação foram três vezes superiores ao esperado para o mês de fevereiro.
Diante da situação, a OIM anunciou apoio às autoridades nacionais e locais na assistência às comunidades afetadas, incluindo migrantes.
Segundo a Defesa Civil, mais de 1.400 ocorrências já foram atendidas este mês apenas em Juiz de Fora, município caracterizado por relevo montanhoso e áreas de encosta. O número de desalojados ultrapassa 3.500 pessoas.
O chefe da missão da OIM no Brasil, Paolo Caputo, afirmou que, em momentos como este, é essencial garantir que as comunidades afetadas tenham acesso rápido a assistência, abrigo seguro e serviços essenciais. Como medida imediata, a OIM anunciou a entrega de itens essenciais de socorro às autoridades municipais de Juiz de Fora.
Em parceria com a Força Nacional do Sistema Único de Assistência Social, Forsuas, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, a organização mobilizou uma equipa para prestar apoio técnico na gestão e organização de abrigos destinados às pessoas que tiveram de deixar as suas casas.
Agência Brasil/Tomaz Silva
Bombeiros recuperam corpos de vítimas de inundação em Juiz de Fora, Brasil.
A OIM também está apoiando uma campanha lançada pela plataforma de financiamento coletivo Vakinha, destinada a beneficiar vítimas das chuvas e deslizamentos em Juiz de Fora.
A iniciativa visa financiar a compra de água potável, produtos de limpeza e higiene, cestas básicas e outros itens de emergência.
A organização informou que participará na implementação das atividades financiadas pelos recursos arrecadados e permanece disponível para apoiar estratégias de preparação, resposta e recuperação a médio e longo prazo.
Em 2024, a OIM apoiou a resposta às graves inundações no Rio Grande do Sul, onde mais de mil pessoas foram acolhidas durante quase um ano em três centros de receção em Porto Alegre e Canoas.
Os espaços ofereceram abrigo seguro, áreas separadas para famílias e grupos vulneráveis, alimentação e serviços básicos.
A organização atua em Minas Gerais desde 2019, em parceria com o governo estadual e municípios locais, promovendo a integração socioeconômica de migrantes e apoiando o retorno voluntário e reintegração de cidadãos brasileiros.
A OIM manifestou condolências às famílias das vítimas mortais e reiterou o compromisso de continuar a apoiar os esforços de resposta e recuperação em coordenação com as autoridades competentes.
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