
A Organização Internacional para Migrações, OIM, lançou,nesta sexta-feira, um apelo de US$ 98 milhões para apoiar famílias e comunidades afetadas pelos terremotos que atingiram a Venezuela, no mês passado.
Mais de 3,5 mil pessoas morreram, 16.740 pessoas ficaram feridas. Dados da ONU indicam que milhares de instalações foram danificadas incluindo dezenas de escolas prejudicando o acesso a serviços essenciais, como assistência médica, abastecimento de água e sistemas de transporte.
O apelo da OIM deve financiar o plano de resposta da agência para os próximos 12 meses. A iniciativa busca recursos para fornecer abrigo seguro e digno, assistência vital, apoiar os esforços de recuperação inicial e ajudar as comunidades afetadas a se reconstruírem nos próximos meses.
De acordo com Lia Poggio, chefe da missão da OIM na Venezuela, o povo tem demonstrado uma notável resiliência, mas a recuperação levará tempo e exigirá apoio contínuo.
Por isso, “este apelo ajudará a garantir que as famílias recebam a assistência de que precisam, incluindo um lugar para permanecer, ao mesmo tempo em que permitirá que as comunidades superem a fase de emergência, reconstruam serviços essenciais e estabeleçam as bases para uma recuperação segura e duradoura”.
Até o momento, a OIM prestou assistência a quase 6 mil pessoas em locais coletivos sob sua coordenação e realizou mais de 10 mil atendimentos, incluindo acomodação temporária, cuidados de saúde e assistência em proteção.
O apelo concentra-se em áreas prioritárias, como abrigo e coordenação de locais de acolhimento, recuperação inicial e saúde para alívio imediato e recuperação segura e com dignidade.
Desde o início da emergência, a OIM coopera com as autoridades venezuelanas, agências das Nações Unidas e parceiros humanitários para apoiar as pessoas afetadas pelos terremotos. A agência tem administrado abrigos coletivos, prestado assistência em saúde e proteção, liderado os esforços de coordenação desses locais e apoiado famílias deslocadas a acessar serviços essenciais.
Os terremotos de magnitude 7.2 e 7.5 em 24 de junho e suas réplicas causaram danos extensos em diversos estados, incluindo La Guaira, Miranda, Carabobo, Aragua e Falcón. O impacto dos tremores foi sentido no norte do Brasil.
Milhares de famílias foram deslocadas, enquanto os danos a residências, unidades de saúde, sistemas de abastecimento de água e outras infraestruturas críticas comprometeram gravemente o acesso a serviços essenciais.
*Valéria Maniero é correspondente da ONU News em Genebra.
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