
O subsecretário-geral da ONU para os Assuntos Humanitários visitou a cidade ucraniana de Zaporizhzhia e classificou como “inconfundível a proximidade com os pontos de guerra”.
Em rede social, Tom Fletcher disse que, enquanto no solo acontecem ataques aéreos que matam e causam enormes danos civis, escolas para proteger os jovens e sua educação foram construídas no subsolo.Em rede social, Tom Fletcher disse que, enquanto no solo acontecem ataques aéreos que matam e causam enormes danos civis, escolas para proteger os jovens e sua educação foram construídas no subsolo.
Na região de Donetsk, o subsecretário-geral esteve na área da linha de frente, onde elogiou o trabalho dos socorristas locais e ONGs. Fletcher acompanhou a ação de organizações de auxílio que apoiam as comunidades que permanecem na área.
Tom Fletcher ressaltou a inconfundível proximidade com os pontos de guerra
Ele passou a segunda-feira num centro de trânsito na cidade de Pavlohrad observando como as pessoas evacuadas estão recebendo assistência.
Fletcher visitará Kharkiv na quarta-feira, um dia antes do lançamento dos planos de resposta humanitária e aos refugiados da Ucrânia deste ano, com o chefe da Agência da ONU para Refugiados, Acnur, Filippo Grandi.
O chefe humanitário expôs uma realidade de continuação da vida apesar da guerra e ressaltou que, tal como acontece em todos os lugares, os pais pensam profundamente no futuro dos filhos.
Segundo a Missão de Monitoramento de Direitos Humanos, a área foi arrasada por duas bombas aéreas que atingiram uma instalação industrial cinco dias antes da visita, matando 13 civis e ferindo 110.
Pelo menos 6,8 milhões de pessoas a viver no exterior por causa do conflito na Ucrânia
Esse número de mortos e feridos foi o maior registrado desde o ataque a um prédio residencial há quase um ano na cidade de Dnipro, o mais mortal desde a operação que há cinco meses alvejou um supermercado em Kostiantynivka.
O primeiro dia da presença do chefe humanitário no leste da Ucrânia foi de um ambiente em meio às sirenes, à destruição e ao deslocamento causado, segundo ele, “por uma guerra que continua com um custo enorme”.
As Nações Unidas estimam que, passados quase três anos desde a invasão em grande escala da Ucrânia pelas forças armadas russas, o deslocamento interno afetou 3,6 milhões de pessoas.
Antes do lançamento de um novo apelo de auxílio nos próximos dias, a situação que levou pelo menos 6,8 milhões de pessoas a viver no exterior vem mobilizando esforços de autoridades humanitárias para avaliar a situação no terreno.
Um pedido mais amplo, no valor de US$ 2,2 bilhões para 2025, vem sendo preparado para ajudar cerca de 12,7 milhões de vítimas do conflito que matou milhares de civis, destruiu infraestrutura vital e tem pressionado a economia.
A ONU estima que 59% dos ucranianos foram deslocados por mais de dois anos, conforme os últimos dados da Pesquisa Geral da População realizada pela Organização Internacional para Migrações, OIM.
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