Donald Trump aumenta a pressão dos EUA sobre Cuba – 17/05/2026 – Mundo

Donald Trump aumenta a pressão dos EUA sobre Cuba -


O governo Trump aumenta a pressão para que Cuba abra sua economia e permita maiores liberdades políticas para os americanos.

Mesmo com o conflito no Irã em andamento, os Estados Unidos mobilizam um arsenal de instrumentos —sanções, indiciamentos e promessas de ajuda— para ditar o ritmo das negociações nas próximas semanas.

Em uma visita surpresa à ilha na quinta-feira (14), o diretor da CIA, John Ratcliffe, transmitiu a mensagem de que Cuba tinha uma “rara chance de estabilizar sua economia em colapso”, segundo um funcionário dos Estados Unidos.

Também houve uma ameaça implícita de que os EUA poderiam recorrer ao tipo de ação militar que usaram na Venezuela em janeiro, quando Nicolás Maduro foi capturado e levado para o território americano, onde aguarda julgamento.

O investigador disse que Cuba não deveria “se iludir pensando que o presidente não cumprirá suas ameaças”. Os governos estão em negociação desde fevereiro, mas depois de sinais iniciais de avanço, o governo americano sinaliza nas últimas duas semanas que está cada vez mais frustrado.

Um funcionário dos EUA disse que a Casa Branca teme que os cubanos estejam tentando ganhar tempo, uma vez que conflito com o Irã se prolonga e as pesquisas de opinião preveem resultados positivos para os adversários democratas nas eleições em novembro.

Washington está pressionando Cuba para tornar sua economia mais liberal, permitindo mais investimento estrangeiro e o aumento do setor privado, além de pedir a libertação de presos políticos e reformas políticas.

Analistas avaliam que Havana dá sinais de engajamento com possíveis negociações: o regime cubano divulgou a visita do chefe da CIA antes dos próprios americanos —no passado, negou reuniões do tipo— e soltou presos políticos.

Em comunicado publicado na sexta-feira (15) pelo Granma, o jornal oficial do Partido Comunista, o regime disse que durante a reunião havia “demonstrado categoricamente que Cuba não constitui uma ameaça à segurança nacional dos EUA”, como o governo Trump argumentou, e que não havia razão para incluí-la na lista de países que apoiam o terrorismo.

Mesmo que as negociações aparentem estar estagnadas nas últimas semanas, os EUA aumentaram a pressão econômica sobre Cuba: o país dificulta a obtenção de quantias importantes governo da ilha.

Os EUA impuseram novas sanções à empresa controlada por militares que é responsável pela manutenção de parte importante da economia cubana, a Gaesa —o conglomerado atua no comércio, no turismo, nas finanças e na logística da nação.

Os americanos também ampliaram o escopo de possíveis sanções secundárias sobre empresas internacionais que atuam em Cuba. A decisão levou a companhia canadense Sherritt a sair de uma joint ventura de mineração de níquel e cobalto em território cubano. Hotéis administrados por empresas estrangeiras também podem ser afetados.

Um bloqueio energético imposto pelos EUA também começa a impactar a economia. O regime cubano afirmou que estava sem diesel e óleo combustível. Houve protestos contra apagões em partes do país. Cidadãos cubanos relatam clima tenso causado pela crise econômica e pela sensação de incerteza política.

Os apagões são intermináveis. Há água por uma hora por dia e às vezes até menos”, disse Jorge, um artista que trabalha como vigia noturno em Havana. “O governo dos EUA ainda não definiu o que vai fazer, enquanto os daqui não largam o osso.”

Os EUA estão buscando outras formas de pressionar Havana. A mídia americana noticiou que o Departamento de Justiça americano está se preparando para indiciar Raúl Castro, que aos 94 anos ainda é a autoridade máxima na política cubana.

Em um “morde e assopra”, Washington oferece ajuda econômica aos cubanos. Na quarta-feira, os EUA ofertaram US$ 100 milhões (R$ 506 milhões) em assistência humanitária direta, a serem distribuídos pela Igreja Católica e outras organizações independentes do governo.

Em entrevista à Fox News, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, mostrou-se cético quanto à capacidade de Cuba mudar de rumo sob sua atual liderança. “Vamos dar uma chance a eles. Mas não acho que vai acontecer”, disse. “Não acho que seremos capazes de mudar a trajetória de Cuba enquanto essas pessoas estiverem no comando daquele regime.”

Especialistas em Cuba disseram que, embora a pressão sobre Havana esteja crescendo, o regime pode tentar absorver a dor econômica. “Eles têm muita dificuldade em acreditar em um futuro para Cuba onde não estejam no comando”, disse Ricardo Zúniga, ex-alto funcionário do governo Obama, sobre a elite política cubana.

Especialistas debatem se existe alguma estratégia militar que possa provocar em Cuba a mudança política que os EUA esperavam alcançar em janeiro na Venezuela.

“Posso dizer aqui que não consigo imaginar uma operação militar em Cuba para mudar o governo que não envolvesse algum tipo de ocupação”, disse um ex-alto funcionário americano. “No entanto, também tenho que ser honesto e dizer que não poderia ter imaginado o que aconteceu na Venezuela no dia 3 de janeiro.”

Porém, alguns observadores acreditam que a pressão militar poderia alcançar resultados rápidos devido à impopularidade do regime. “O povo deseja que os americanos assumam o controle”, disse Emilio Morales, presidente do Havana Consulting Group em Miami.



Fonte CNN BRASIL

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