Os Estados Unidos voltaram a bombardear o Irã na noite deste domingo (19), de acordo com o Centcom (Comando Central das Forças Armadas dos EUA). A ofensiva aconteceu após o anúncio de que mais um militar americano foi morto por um ataque iraniano, desta vez no norte do Iraque, região em que Washington mantém bases.
É a terceira baixa dos EUA reportada desde a retomada das hostilidades com Teerã —na sexta-feira (17), dois militares foram mortos na Jordânia. Ao todo, o total de militares americanos vitimados desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, é de 17, além de 420 feridos.
“Nós os atingimos muito forte novamente esta noite, e fizemos isso em homenagem [aos militares americanos mortos desde sexta-feira]”, disse o presidente dos EUA, Donald Trump, a repórteres ao retornar da cerimônia de encerramento da Copa do Mundo.
Segundo a agência de notícias iraniana Tasnim, explosões foram ouvidas nas cidades de Tabriz, Chabahar, Konarak, Bandar Mahshahr e Bandar Imam Khomeini. A Guarda Revolucionária do Irã, por sua vez, anunciou um ataque-relâmpago contra um quartel americano na região Al-Tanf, na Síria, e havia atingido antes instalações militares dos EUA no Kuwait.
Os ataques entre os dois países têm se intensificado diante da disputa pelo controle do estreito de Hormuz. O Centro de Operações Marítimas da Marinha Real do Reino Unido disse na noite deste domingo que recebeu o relato de que uma embarcação estava em chamas perto da costa de Omã, mas não informou a causa do incêndio.
A Guarda Revolucionária do Irã afirmou, também na noite deste domingo, que dois navios petroleiros explodiram após uma tentativa de transitar no sul do estreito de Hormuz sob suposto incentivo de militares americanos. O comunicado não forneceu detalhes sobre nomes das embarcações, bandeiras, tripulações ou possíveis vítimas.
Ainda no anúncio, Teerã afirmou que a via marítima permanecerá insegura enquanto os ataques americanos continuarem. “Esta passagem não será segura para o trânsito de produtos petroquímicos, nem mesmo uma única gota de petróleo e gás.” A nota acrescenta que os militares dos EUA devem se preparar para uma “operação punitiva”.




