Folha estreia série sobre a vida no Irã em guerra – 16/05/2026 – Mundo

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A Folha começa a publicar neste sábado (16) uma série de reportagens em texto e vídeo sobre a vida no Irã em guerra. A repórter Patrícia Campos Mello está no país desde 12 de maio.

A Folha é o primeiro jornal do mundo a entrar no Irã regularmente desde o início dos ataques dos Estados Unidos e Israel contra o país, em 28 de fevereiro. Antes, apenas TVs, rádios e agências de notícias, entre eles a Reuters, a CNN internacional e a TV Globo, haviam conseguido obter o visto de imprensa para entrar no país, segundo informação do governo iraniano.

A série de reportagens, cujo capítulo de abertura conta os problemas econômicos causados pela guerra, poderá ser acompanhada também pela newsletter Folha no Irã.

Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, ao menos 3.468 pessoas morreram no Irã, segundo o Ministério da Saúde iraniano. Foram 26 mortos em Israel, 12 nos Emirados Árabes Unidos, 7 no Kuwait, 3 em Bahrein, 118 no Iraque, 3 em Omã e 3 na Arábia Saudita. No outro front da guerra, mais de 2.900 pessoas foram mortas no Líbano, onde as forças israelenses estão em confronto com a milícia Hezbollah, apoiada pelo Irã, e houve inúmeras violações do cessar-fogo.

EUA e Irã anunciaram um cessar-fogo de duas semanas em 8 de abril, que foi prorrogada enquanto durarem as negociações de paz.

Mas os EUA mantiveram bloqueio marítimo contra o Irã, e o governo iraniano continua controlando a passagem de embarcações pelo estreito de Hormuz. Desde que o cessar-fogo foi decretado, houve violações.

O preço do petróleo Brent, que estava em US$ 72 um dia antes dos ataques contra o Irã, chegou a US$ 120 e estava em US$ 106 na quinta-feira (14).

As negociações de paz entre Estados Unidos e Irã chegaram a um impasse. Nesta semana, o presidente americano, Donald Trump, rejeitou uma contraproposta iraniana, classificando-a de “inaceitável”.

Os EUA exigem que o Irã abra mão de seu urânio enriquecido e transfira para um terceiro país, faça uma moratória em seu programa nuclear e libere completamente a passagem de embarcações pelo estreito de Hormuz.

O Irã, por sua vez, quer o fim das sanções contra o país, garantias de que não haverá mais ataques israelenses e americanos, pagamento de reparações pela destruição causada por bombardeios, propõe uma moratória de menor duração para seu programa nuclear e quer manter algum grau de controle sobre o estreito de Hormuz.

A repórter fez um voo de São Paulo a Istambul e, de lá, foi de avião até a cidade turca Van. De Van, deslocou-se de táxi até a fronteira entre Turquia e Irã, a 100 quilômetros. Após entrar no Irã, fez um trajeto de 850 quilômetros de carro até Teerã, uma viagem de 12 horas. O trajeto todo de São Paulo à capital iraniana levou 47 horas.



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