Homem é 1º na França a se desculpar por elo com escravidão – 19/04/2026 – Mundo

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Um homem de 86 anos emitiu, neste sábado (18), o que se acredita ser o primeiro pedido formal de desculpas de alguém na França pelo papel de sua família na escravidão transatlântica, dizendo que espera que outros, inclusive o governo, o sigam.

Os ancestrais de Pierre Guillon de Prince, baseados em Nantes, o maior porto da França para a escravidão transatlântica, eram armadores que transportaram cerca de 4.500 africanos escravizados e possuíam plantações no Caribe.

Guillon de Prince disse que outras famílias francesas devem confrontar seus laços históricos com a escravidão e que o Estado deve ir além de gestos simbólicos para lidar com o passado, inclusive por meio de reparações financeiras.

“Diante do aumento do racismo em nossa sociedade, senti a responsabilidade de não deixar que esse passado fosse apagado”, disse ele, acrescentando que quer passar a história da família para seus netos.

Guillon de Prince fez o pedido de desculpas em uma reunião em Nantes antes da inauguração de uma réplica de 18 metros do mastro de um navio, ao lado de Dieudonné Boutrin, 59, descendente de escravizados da ilha caribenha da Martinica.

Os dois trabalham juntos na Coque Nomade-Fraternité, uma associação dedicada a “quebrar o silêncio” sobre a escravidão, e disseram que o mastro servirá como um “farol de humanidade”.

“Muitas famílias de descendentes de traficantes de escravos não ousam se manifestar por medo de reabrirem velhas feridas e raiva”, disse Boutrin, 61. “O pedido de desculpas de Pierre é um ato de coragem.”

Do século 15 ao século 19, pelo menos 12,5 milhões de africanos foram sequestrados e transportados à força, a maioria em navios europeus. Estima-se que a França tenha traficado 1,3 milhão de pessoas.

A iniciativa de Guillon de Prince segue desculpas formais semelhantes —que incluem compromissos para ajudar a reparar os danos causados pelos antepassados— por algumas famílias do Reino Unido e em outros lugares.

Mais pedidos de reparação

A França reconheceu a escravidão transatlântica como um crime contra a humanidade em 2001, mas, como a maioria dos países europeus, nunca se desculpou formalmente por seu papel.

Durante seu mandato, o presidente Emmanuel Macron ampliou o acesso aos arquivos sobre o passado colonial da França. No ano passado, ele disse que criaria uma comissão para examinar a história da França com o Haiti, sem mencionar reparações.

Os pedidos de reparação, que vão de desculpas oficiais a compensações financeiras, estão crescendo em todo o mundo, mesmo quando os críticos argumentam que os Estados e as instituições não devem ser responsabilizados por crimes históricos.

No mês passado, a França se absteve nas Nações Unidas de uma resolução liderada pela África que declarou a escravidão como o “mais grave crime contra a humanidade” e pediu reparações.



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