O Exército de Israel informou nesta segunda-feira (11) que puniu dois soldados a penas de prisão após a divulgação de uma foto em que um deles aparece colocando um cigarro na boca de uma estátua da Virgem Maria no sul do Líbano.
O soldado que aparece na imagem recebeu 21 dias de prisão militar. O responsável por capturar a fotografia foi condenado a 14 dias. O caso ocorreu há algumas semanas, e comandantes da região também foram investigados.
A foto foi amplamente divulgada nas redes sociais. O retrato mostra o soldado abraçando a estátua enquanto segura o cigarro próximo à boca da imagem religiosa.
A porta-voz do Exército israelense, tenente-coronel Ariella Mazor, afirmou que o episódio “contraria completamente os valores esperados” das Forças Armadas e disse que o caso foi tratado “com máxima gravidade”.
Israel mantém ofensiva contra o Hezbollah no sul do Líbano desde a escalada da guerra no Oriente Médio. Atualmente, o Exército israelense ocupa militarmente parte do território do país vizinho e controla uma faixa de cerca de 10 km ao longo da fronteira.
Nas últimas semanas, militares israelenses também foram alvo de críticas por ataques a símbolos cristãos na região. Em abril, dois soldados receberam 30 dias de detenção e foram afastados de funções de combate após destruírem uma estátua de Jesus Cristo na cidade de Debl.
Na ocasião, imagens divulgadas na internet mostravam um militar golpeando com uma marreta a cabeça de uma estátua de Jesus crucificado. Mazor afirmou que as Forças Armadas israelenses “respeitam a liberdade religiosa, os locais sagrados e os símbolos de todas as religiões”.
O Exército israelense publicou no mês passado um mapa de sua nova linha de posicionamento dentro do Líbano, colocando dezenas de vilarejos libaneses, em sua maioria abandonados, sob seu controle.
Estendendo-se de leste a oeste, a linha de posicionamento no mapa avança de cinco a dez quilômetros para dentro do território libanês a partir da fronteira, onde Israel afirmou que pretende criar uma chamada zona de segurança.
Tel Aviv destruiu vilarejos libaneses na área, afirmando que seu objetivo é proteger cidades do norte de Israel contra ataques do Hezbollah. A estratégia é parecida com o que foi feito na Faixa de Gaza —organizações acusam Israel de expandir sua zona de controle com o objetivo de controlar militarmente o território.



