O secretário de Estado americano, Marco Rubio, está no Vaticano para um encontro com o papa Leão 14 nesta quinta-feira (7). A visita acontece semanas depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atacar o pontífice nas redes sociais.
O comboio de Rubio percorreu a avenida central de Roma sob forte esquema de segurança, chegando às 11h10 (6h10 no horário de Brasília) para a primeira visita entre o papa e um membro do gabinete de Trump em quase um ano.
Rubio já havia se encontrado com Leão, o primeiro papa dos EUA, em maio de 2025, ao lado do vice-presidente J. D. Vance. Os dois, ambos católicos, participaram da missa de posse do novo líder da Igreja Católica na praça São Pedro e tiveram uma reunião privada com o pontífice no dia seguinte.
O papa manteve um perfil discreto no cenário global nos primeiros meses de seu pontificado, mas emergiu nas últimas semanas como um crítico ferrenho da guerra liderada pelos EUA e Israel contra o Irã. Ele também passou a criticar de forma dura as políticas anti-imigração do governo Trump.
O pontífice afirmou que “Deus não abençoa nenhum conflito” e que quem segue Cristo não apoia o lançamento de bombas. Em reação, o presidente americano criticou o papa nas redes sociais várias vezes, chegando a chamá-lo de terrível. Em uma publicação que virou meme ao redor do mundo, ele afirmou que Leão era “fraco contra o crime”.
Depois, afirmou que não pediria desculpas ao religioso. “O papa disse coisas que estão erradas e ele é contra o que estou fazendo no Irã, e não podemos ter um Irã nuclear”, afirmou em entrevista a jornalistas na Casa Branca.
Em um momento que gerou críticas de seu eleitorado cristão, Trump publicou uma imagem produzida com inteligência artificial mostrando a si mesmo com vestes similares às de Jesus. Horas depois, a imagem foi tirada do ar. A jornalistas, o presidente disse que ele mesmo publicou a imagem. “Achei que fosse eu como médico e que tivesse a ver com a Cruz Vermelha, como um trabalhador da Cruz Vermelha lá, que nós apoiamos”, disse, atribuindo à imprensa a comparação com Jesus.
Leão disse não temer o governo do republicano e prometeu continuar falando sobre a guerra. Dias depois, ele minimizou a desavença com Trump.




