
“A igualdade racial não é apenas um ideal, mas sim, um caminho possível, concreto e urgente.” A declaração é da nova ministra da Igualdade Racial do Brasil, Rachel Barros.
A nova chefe da pasta discursou nesta terça-feira no Fórum Permanente de Afrodescendentes, que ocorre na sede da ONU em Genebra. Segundo Rachel Barros, o Brasil tem buscado, no plano internacional, contribuir para o fortalecimento da agenda afrodescendente.
“Destacamos nossa atuação na COP30, sediada em Belém do Pará, ocasião em que trabalhamos para evidenciar os impactos desproporcionais das mudanças climáticas sobre populações negras e tradicionais. Ressaltamos, ainda, como legado histórico dessa Conferência, a inclusão inédita do termo “afrodescendentes” nos documentos centrais das negociações climáticas, reconhecimento fundamental para a construção de políticas de justiça climática mais inclusivas, efetivas e justas”.
A ministra também destacou a adoção da Declaração de Belém sobre o combate ao racismo ambiental que, segundo ela, é “um marco relevante na consolidação da agenda internacional que articula clima e igualdade racial”.
A nova ministra brasileira da Igualdade Racial, Rachel Barros, falou nesta terça-feira no Fórum Permanente de Afrodescendentes.
Para Rachel Barros, o contexto global atual é “marcado por crises interconectadas, cujos impactos recaem de forma desproporcional sobre as populações negras em todo o mundo”. E essa realidade exige, segundo ela, respostas estruturais, baseadas em justiça, reparação e inclusão.
A ministra disse que o Brasil “acredita no multilateralismo como vetor essencial para a construção de um modelo de desenvolvimento pleno, sustentável e compartilhado por todos”.
Ao citar seu próprio percurso, Rachel Barros explicou como políticas públicas e afirmativas fazem a diferença inclusive no ensino superior.
Rachel Barros elogiou a aprovação pela Assembleia Geral, em 25 de março, A de uma resolução que reconhece o tráfico transatlântico de escravos como “o crime mais grave contra a humanidade”.
Segundo ela, é preciso considerar o debate sobre memória e reparação.
“Não há justiça sem verdade histórica. Nesse sentido, saudamos a recente resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas que reconhece o tráfico transatlântico de africanos escravizados e a escravização racializada como o mais grave crime contra a humanidade já cometido, iniciativa que o Brasil teve a honra de copatrocinar”.
Para a ministra, o Fórum Permanente sobre Afrodescendentes é um espaço fundamental para o avanço da agenda de justiça racial no sistema internacional.
De acordo com ela, o Brasil vem reafirmando seu compromisso com a promoção da igualdade racial.
*Valéria Maniero é correspondente da ONU News em Genebra
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