OMS: Calor extremo na Europa é uma emergência de saúde pública

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Na Europa, o calor extremo foi responsável pela morte de 10 mil pessoas em cinco países, constituindo uma ameaça à saúde pública e um desafio à segurança sanitária no continente. 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, OMS, o fenômeno deve se agravar a cada ano.

Mortes pelo calor não são inevitáveis 

Numa altura em que as temperaturas no continente europeu sobem cerca do dobro da média global, vários governos continuam a tratar o calor como um fenómeno meteorológico, em vez de uma emergência de saúde pública, alerta o diretor regional da agência para a Europa, Hans Kluge.

Só nos últimos quatro anos, o calor provocou mais de 200 mil mortes no continente europeu, no qual a mortalidade associada ao calor aumentou 30% nos últimos 20 anos.

No entanto, Kluge sublinha que as mortes relacionadas com o calor não são inevitáveis. No seu conjunto, o aviso precoce, o investimento em cidades mais frescas, o acesso à água e à sombra, bem como a preparação dos sistemas de saúde antes dos picos de calor podem salvar milhares de vidas.

A OMS destaca que os impactos das ondas de calor refletem-se de forma significativa na pressão adicional sobre os serviços de saúde, que lidam com o aumento das admissões hospitalares em infraestruturas incapazes de lidar com as altas temperaturas.

Adobe Stock/Michele Ursi
Um menino se refresca em uma fonte durante uma onda de calor na Itália

Práticas que podem salvar vidas 

Segundo o representante da OMS, o conjunto de orientações e ferramentas destinadas à prevenção da maioria das mortes relacionadas com o calor extremo já foi disponibilizado aos líderes europeus.

Nos últimos anos, a agência tem desenvolvido um conjunto de ferramentas e orientações de saúde pública para ajudar os países a preparar-se e responder ao calor extremo. Esta ação inclui a atualização das orientações para Planos de Ação sobre Calor e Saúde, publicadas em junho de 2026.

Estas orientações apresentam um quadro de oito elementos para uma ação sistemática, baseada em evidência científica. Num momento particularmente crítico para o continente, a aplicação destas medidas recai agora sobre a decisão dos respetivos governos, sublinha Kluge.

A par do apelo ao investimento na preparação das unidades hospitalares para combater os impactos das altas temperaturas, a OMS sublinha ainda a importância da informação e do apoio para garantir que as pessoas podem desempenhar um papel ativo na proteção da saúde individual e coletiva.



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