ONU: violência no Líbano cai após acordo entre EUA e Irã

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Embora as forças de paz das Nações Unidas continuem a observar episódios de violência e trocas de tiros no Líbano, a intensidade desses incidentes diminuiu significativamente em comparação ao fim de semana.

O porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, declarou que a queda ocorreu na sequência do acordo entre os Estados Unidos e o Irã, anunciado no domingo, após mais de três meses de combates e de um conflito mais amplo em todo o Oriente Médio e na região do Golfo.

Queda nas incursões aéreas e disparos

A Missão da ONU no Líbano, Unifil, está posicionada, há quase 50 anos, no sul do Líbano, onde a violência entre as forças israelenses e os militantes do Hezbollah se intensificou em março.

Dujarric informou que a missão registrou 38 violações do espaço aéreo libanês por forças israelenses na segunda-feira, uma redução em relação a 83 registradas no dia anterior.

O número de trajetórias de projéteis também caiu acentuadamente nesse período, passando de 705 para 174. Dessas, 169 foram atribuídas às forças israelenses e cinco ao Hezbollah.

© UNIFIL/Kandice Ardiel
Um soldado de paz monitora a área da Colina Verde em Naqoura, Líbano

12 menores mortos ou mutilados por dia

Após mais de 100 dias de agressões entre Israel e combatentes do Hezbollah, mais de 247 crianças foram mortas e 992 feridas no Líbano, de acordo com dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef.

A agência enfatizou que isso corresponde a uma média de 12 menores mortos ou mutilados por dia. 

Muitos fugiram de suas casas várias vezes, testemunharam violência em primeira mão, perderam entes queridos e viram suas escolas, comunidades e senso de segurança destruídos.

Nesta quarta-feira, o representante do Unicef, Marcoluigi Corsi, disse que esse sofrimento contínuo por mais de três meses é algo que nenhuma criança jamais deveria vivenciar.

Ele ressaltou que por trás desses números estão vidas interrompidas ou mudadas para sempre, e famílias enfrentando perdas profundas, traumas e incertezas.

Senso de segurança

Dados do Unicef indicam que mais de 770 mil crianças estão experimentando angústia crescente devido à exposição repetida à violência. Muitos ainda não conseguem retornar para casa devido aos combates contínuos e à ameaça de munições não detonadas. 

Os recentes avanços diplomáticos e a possibilidade de um cessar-fogo duradouro são considerados essenciais para restaurar o senso de segurança nas crianças.

Corsi disse que além do fim da violência, elas precisam de proteção e apoio contínuo para restaurar o acesso a serviços essenciais.

A destruição generalizada permanece em grandes partes do país, afetando residências, escolas, sistemas de água, saneamento e higiene.



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