
A ação foi realizada por agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital, que cumpriram 28 mandados de busca e apreensão.
Os investigados também respondem por tráfico de drogas, associação para o tráfico, porte ilegal de arma de fogo e domínio territorial armado.
Segundo as investigações, as vítimas foram espancadas, tiveram os cabelos raspados e foram forçadas a circular pelas ruas da comunidade pedindo desculpas aos criminosos.
Em vídeos divulgados nas redes sociais que, segundo a polícia, teriam sido publicados pelos suspeitos, elas aparecem repetindo frases como: “Nunca mais vou dar golpe na favela”.
De acordo com a polícia, as agressões foram determinadas pelo chamado “tribunal do tráfico”, prática usada por facções criminosas para punir moradores e impor regras nas comunidades dominadas pelo tráfico.
As investigações apontam que a ordem partiu de dentro do Complexo de Gericinó.
Segundo a Polícia Civil, um outro suspeito estaria escondido no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro.
As imagens das torturas foram divulgadas pelos próprios criminosos para demonstrar poder e reforçar o controle da facção sobre o território, de acordo com a polícia.
Durante a operação, os agentes apreenderam a máquina usada para raspar o cabelo das vítimas.
O crime ocorreu no dia 18 de maio. Após as agressões, as mulheres foram expulsas da comunidade. A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento para identificar e responsabilizar todos os envolvidos.
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