Recordar a história, construir o futuro e unir forças para uma comunidade de futuro compartilhado da humanidade – 29/08/2025 – Mundo

Recordar a história, construir o futuro e unir forças para


Este ano marca o 80º aniversário da vitória do povo chinês na Guerra de Resistência contra a Agressão Japonesa e da vitória global na Guerra Antifascista. Há 80 anos, diante das garras do militarismo e do nazismo, nações e povos amantes da paz, como a China e o Brasil, uniram-se contra o inimigo comum e lutaram duras batalhas para alcançar a grande vitória da justiça sobre o mal, da luz sobre as trevas e do progresso sobre as forças reacionárias! A China foi o principal campo de batalhas no Oriente da Segunda Guerra Mundial, e seus catorze anos de resistência escreveram uma epopeia heroica e comovente. O Brasil, único país da América do Sul a enviar tropas para combater o fascismo, contribuiu de forma igualmente indelével para a vitória na guerra e para salvar a humanidade do perigo.

Passaram-se oitenta anos de profundas transformações. A fumaça da Segunda Guerra Mundial dissipou-se, a civilização humana atingiu o mais alto nível de desenvolvimento da História, e o mundo ingressou na era da “aldeia global”. Quando olhamos para os desastres do passado, ainda devemos estar atentos aos ecos da realidade: o espectro da política de força ainda ronda, e as nuvens sombrias do unilateralismo pairam sobre nós. A corrente fria da divisão e do confronto impacta o mundo e corrói os fundamentos da paz e do desenvolvimento. O mundo encontra-se novamente numa encruzilhada: unidade ou divisão, diálogo ou confronto, ganho mútuo ou soma zero, em um teste à sabedoria e às escolhas da humanidade. Aprender com o passado é conhecer o futuro. O fogo da guerra antifascista forjou revelações profundas para a realidade atual.

É preciso defender a paz duramente conquistada. A paz é como o ar e a luz do sol: usufruímos de seus benefícios sem perceber, mas é difícil sobreviver sem ela. Guardamos a memória dolorosa da história não para perpetuar o ódio, mas para despertar o anseio de paz, e permitir que os povos de todos os países do mundo desfrutem da tranquilidade por gerações. Os países devem dar uma chance à paz e promover a resolução pacífica de divergências e disputas entre nações, bem como buscar soluções políticas para questões internacionais e regionais sensíveis.

É preciso lembrar que o atraso leva à vulnerabilidade, e só o desenvolvimento pode trazer o autofortalecimento. A história nos ensina que o desenvolvimento é a chave para vencer riscos e desafios, o pilar que sustenta a busca de um futuro melhor para a humanidade. Defendemos que os frutos do desenvolvimento sejam compartilhados por todos os países. Devemos abandonar a antiga mentalidade de jogos de soma zero —onde um lado ganha e o outro perde— e estabelecer novos conceitos de ganho mútuo e compartilhado, de modo que se promova o desenvolvimento comum ao buscar o próprio avanço.

É preciso manter a ordem internacional e defender a justiça e a equidade no mundo. A lei da selva, em que o forte devora o fraco, não é o caminho para as relações entre países. As regras internacionais devem ser definidas por todos os países, e os assuntos globais, geridos de forma coletiva. Devemos defender o sistema internacional com a ONU como núcleo e a ordem mundial baseada no direito, combater com firmeza o hegemonismo e a política de força, praticar o verdadeiro multilateralismo e promover uma governança global mais justa e equitativa.

É preciso persistir na unidade e fazer frente à divisão. Uma árvore alta não faz sombra, um único tronco não forma uma floresta. As barreiras ideológicas podem ser quebradas, pois sempre existem os laços dos valores comuns da humanidade. Durante a Segunda Guerra Mundial, povos de mais de 50 países formaram uma ampla frente unida internacional antifascista e antimilitarista, e reuniram uma força poderosa para reverter a situação crítica até, finalmente, levantar a bandeira da justiça por todo o mundo. Hoje, diante das mudanças e turbulências globais, torna-se ainda mais necessário romper a cortina de ferro do confronto e abrir canais de comunicação. Com o futuro comum e o bem-estar das populações em mente, vamos avançar com solidariedade para construir uma comunidade global de futuro compartilhado.

Como salientou o presidente Xi Jinping: “A história não pode ser refeita, mas o futuro pode ser criado.” As revelações e lições do passado são o patrimônio comum da humanidade. No novo ponto de partida, a China está disposta a se unir ao Brasil para salvaguardar os frutos da vitória da Segunda Guerra Mundial, enfrentar conjuntamente os desafios globais, zelar pela paz e pelo desenvolvimento mundiais. Vamos fortalecer a cooperação no âmbito da ONU, do BRICS e de outros fóruns multilaterais, liderar a unidade e o autofortalecimento do Sul Global, trabalhar por uma multipolarização mundial equitativa e ordenada e uma globalização econômica inclusiva e benéfica para todos. Assim, avançaremos a passos largos pelo caminho da construção de uma comunidade de futuro compartilhado para a humanidade, e, com isso, criaremos juntos um futuro melhor para os povos de ambos os países e o mundo.



Fonte CNN BRASIL

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